Um incêndio de grandes proporções que atingiu a Feira dos Importados de Brasília (FIB) na manhã desta segunda-feira (11/05) gerou apreensão entre moradores e protetores devido à presença de uma loja que mantinha animais presos em um dos blocos próximos às chamas. Apesar do susto, o Corpo de Bombeiros Militar do Distrito Federal (CBMDF) confirmou que o fogo não atingiu o estabelecimento e que nenhum animal morreu.
As chamas começaram por volta das 5h30 na praça central do Bloco C e se espalharam rapidamente, atingindo cerca de 40 boxes da feira.
Desde os primeiros momentos do incêndio, a preocupação com os animais confinados na loja mobilizou a atenção pública. O porta-voz do CBMDF, capitão Quintiliano, afirmou que o trabalho dos bombeiros foi concentrado não apenas na contenção do fogo e na redução dos danos materiais, mas também na proteção de vidas, incluindo as dos animais mantidos no local.
Segundo o administrador da feira, Absalão Ferreira Calado, o pet shop estava situado em uma área oposta ao foco inicial do incêndio e em um espaço ventilado, o que teria evitado que os animais fossem atingidos pela fumaça e pelas chamas.
O desfecho sem mortes traz alívio, mas a comercialização de animais em lojas e feiras é um absurdo e precisa acabar. Em espaços assim, vidas costumam ser mantidas em gaiolas, aquários e compartimentos apertados, totalmente vulneráveis a situações de emergência como incêndios, panes elétricas e falta de ventilação.
Cães, gatos, aves, peixes e outros animais vendidos como mercadorias em pet shops ficam sem qualquer possibilidade de fuga ou autoproteção diante de desastres.
As causas do incêndio ainda estão sendo investigadas.
Nota da Redação: o alívio por nenhum animal ter morrido não pode apagar a crueldade por trás do comércio de seres sencientes em pet shops. Animais não são produtos expostos em vitrines, empilhados em gaiolas ou mantidos em aquários à espera de compradores. O incêndio na Feira dos Importados mostra como cães, gatos, aves e outros seres vivos ficam completamente indefesos quando tratados como mercadorias, presos, sem rota de fuga e dependentes da sorte e da ação humana para sobreviver. Nenhum animal deveria passar a vida encarcerado para atender a um mercado que lucra com exploração, confinamento e objetificação.