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MEIO AMBIENTE

COP26: entenda os principais pontos da conferência para combater a crise climática

Líderes de 196 países, ministros de meio ambiente, cientistas, ativistas e outras personalidades discutirão maneiras de frear os impactos negativos da ação humana no planeta, em um momento crucial para o meio ambiente

11 de outubro de 2021
Amanda Andrade | Redação ANDA
4 min. de leitura
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Emissões de gases afetam o meio ambiente e impactam diretamente nas mudanças climáticas / Foto: SD-Pictures/Pixabay

Falta menos de um mês para o evento que irá definir os rumos para o futuro do planeta: a 26ª Conferência das Nações Unidas sobre Mudança Climática, a COP26, é realizada do dia 31 de outubro até 12 de novembro em Glasgow, na Escócia.

Líderes de 196 países, ministros de meio ambiente, cientistas, ativistas e outras personalidades discutirão maneiras de frear os impactos negativos da ação humana no planeta, em um momento crucial para o meio ambiente.

A prioridade da COP26 é fazer com que os países se comprometam a zerar as emissões de carbono até a metade deste século, com cortes mais agressivos a partir de 2030.

Para isso, é previsto um plano de US$ 100 bilhões de financiamento climático por ano, já que nações mais pobres estão sendo as primeiras a sentir os impactos mais duros das mudanças climáticas.

Entenda abaixo como funcionará o encontro global e as principais metas desta edição.

O que é a COP26?

COP26

A COP é a abreviatura de Conferência das Partes da Convenção Quadro das Nações Unidas sobre Mudança do Clima (UNFCCC), que é um evento que acontece anualmente, mas foi adiado em 2020 por causa da pandemia de Covid-19.

Neste ano, será sediado no Reino Unido em parceria com a Itália.

Os líderes mundiais comparecem, mas muitas das discussões acontecem entre ministros e outras autoridades de alto nível que trabalham com questões climáticas. O 26 significa que esta é a 26ª reunião do grupo.

Em Glasgow, líderes globais avaliarão os resultados do Acordo de Paris de 2015, que foi um marco nas negociações internacionais sobre o clima.

Esse acordo foi o passo mais importante já dado pelos países na tentativa de limitar as mudanças climáticas.

As nações concordaram em tentar manter o aumento da temperatura média do globo “bem abaixo” de 2 °C e tentar limitá-la a 1,5 °C em relação aos padrões pré-industriais. Até agora, a temperatura já subiu 1,2 °C.

Os cientistas veem 2 graus como um limite crítico onde o clima extremo transformaria algumas das áreas mais densamente povoadas do mundo em desertos inabitáveis ​​ou as inundaria com água do mar.

Quais são as metas?

1 – Neutralizar o balanço entre as emissões e remoções de carbono da atmosfera (net-zero) até meados deste século

A proposta é manter o aumento da temperatura do planeta abaixo dos 1,5 °C em relação aos níveis pré-industriais.

Os países estão sendo encorajados a apresentarem metas ambiciosas de redução de emissões para 2030.

Para isso, a comissão encoraja medidas como aceleração da eliminação do carvão, redução do desmatamento, aceleração da mudança para veículos elétricos e incentivar o investimento em energias renováveis.

2 – Adaptar-se para proteger comunidades e habitats naturais

Mesmo com a redução das emissões, o clima continuará mudando.

A comissão afirma que será necessário trabalhar em conjunto para proteger e restaurar ecossistemas, construir sistemas de alerta e infraestrutura e desenvolver agricultura e infraestrutura resilientes, a fim de evitar a perda de moradias, meios de subsistência ou até mesmo de vidas.

3 – Mobilizar recursos financeiros

Para cumprir as duas primeiras metas, os países desenvolvidos devem cumprir a promessa de mobilizar pelo menos 100 bilhões de dólares em financiamento climático por ano.

4 – Trabalhar em conjunto

O texto também afirma que os desafios da crise climática só poderão ser enfrentados com todos trabalhando juntos. Para isso, reiteram que é necessário finalizar o Paris Rulebook (livro de regras que viabilizará a implementação do Acordo de Paris) e acelerar as ações para enfrentar a crise climática por meio da colaboração entre governos, empresas e a sociedade civil.

O que se espera alcançar com a COP26?

Espera-se que os países apresentem planos mais ambiciosos, que contemplem ações para objetivos específicos, como apressar a eliminação do carvão, diminuir o desmatamento, acelerar a transição para veículos elétricos e incentivar o investimento em energias renováveis.

No entanto, há muitas questões da cúpula anterior (a COP25 em Madri) que não foram resolvidas.

Uma das principais é que as nações mais pobres estão sendo as primeiras a sentir os impactos mais duros das mudanças climáticas.

O aumento do nível do mar está submergindo pequenas nações insulares, enquanto secas e ondas de calor estão provocando quebras de safras.

Esse assunto, assim como o financiamento climático, será um dos principais temas de debate em Glasgow.

Outro ponto central é qual a melhor forma de gerir sistemas de mercado de carbono e de créditos de carbono.

Esses são mecanismos que permitiriam a poluentes pagar por suas emissões e a empreendimentos verdes receber por “créditos de carbono”.

A prioridade será fazer com que os países se comprometam a zerar as emissões de carbono até a metade deste século, com cortes mais agressivos a partir de 2030.

Também serão discutidas as chamadas soluções baseadas na natureza. O que significa usar a natureza para resolver alguns dos desafios climáticos – como a absorção de carbono ou o plantio de arbustos e árvores como proteção contra eventos climáticos extremos como enchentes ou tempestades de areia.

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