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ATO BÁRBARO

Violência filmada, justiça feita: agressão covarde a um gato provoca reação nacional e prisão imediata do criminoso

Um ato de crueldade explícita, registrado em vídeo e difundido nas redes sociais, provocou comoção nacional no Líbano e desencadeou resposta imediata das autoridades, reafirmando que a violência contra animais é crime e não pode ser normalizada.

27 de janeiro de 2026
Redação ANDA
4 min. de leitura
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Foto: Reprodução

Um vídeo de poucos segundos foi suficiente para expor a brutalidade e romper o silêncio cúmplice que costuma cercar a violência contra animais. Nas imagens, um jovem chama um gato indefeso para perto e, em um gesto deliberado, chuta violentamente o rosto do animal, rindo em seguida. A atitude covarde, marcada pelo escárnio provocou indignação generalizada e mobilizou a sociedade libanesa.

A reação pública foi decisiva. A denúncia formalizada junto à Divisão de Relações Públicas das Forças de Segurança Interna (ISF), em Zouk Mosbeh, resultou na rápida convocação do agressor à delegacia. O caso foi conduzido com base na Lei de Bem-Estar Animal, e o depoimento ocorreu na presença de um agente de proteção a menores, comprovando a gravidade do ocorrido e o cuidado institucional com o processo.

Por determinação do Ministério Público, medidas legais foram imediatamente adotadas. O agressor foi obrigado a assinar um termo formal comprometendo-se a não repetir atos de violência contra animais, um procedimento que afirma que o caso não será tratado como mera infração menor ou desvio irrelevante de conduta.

Até o momento, não há informações oficiais sobre o estado de saúde do gato. O vídeo, no entanto, mostra o animal conseguindo fugir após a agressão, o que não diminui a gravidade do ataque nem o trauma imposto a um ser senciente submetido à violência gratuita.

No Líbano, a Lei nº 47/2017, em especial o Artigo 4.1, estabelece que maus-tratos e atos de crueldade contra animais constituem crime. A aplicação da legislação neste caso representa um passo importante no enfrentamento da violência animal e no reconhecimento de que esses atos não são isolados, mas parte de uma cultura de desvalorização da vida não humana.

O acompanhamento do caso contou com o apoio de ativistas e defensores dos direitos animais, cujo trabalho persistente tem sido fundamental para pressionar autoridades, dar visibilidade às vítimas invisibilizadas e afirmar um princípio básico de que a violência contra animais é um alerta social. Onde ela é tolerada, outras formas de violência encontram terreno fértil para se repetir.

A agilidade na resolução do caso no Líbano deve ser exemplo de como as agressões aos animais deveriam ser tratadas. Lá uma agressão muito menos grave do que a sofrida pelo cão Orelha, que faleceu em decorrência dos ferimentos em Florianópolis (SC), foi resolvida com muito mais rapidez, punindo o agressor imediatamente.

No caso Orelha, toda a investigação está sendo realizada com muita lentidão e provavelmente terá punições leves devido à menoridade dos suspeitos, enquanto no Líbano o agressor foi imediatamente identificado, localizado e punido, mesmo sendo menor de idade.

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