Um vídeo gravado no bairro Jutaí, em Santarém, no oeste do Pará, expôs mais um episódio de violação grave dos direitos animais. As imagens mostram um cavalo amarrado e sendo puxado por um carro em via pública, submetido a esforço extremo, medo e risco evidente de ferimentos. A cena gerou indignação imediata e escancarou a naturalização da violência contra animais ainda presente em espaços urbanos.
O registro revela o animal andando com dificuldade enquanto o veículo segue em movimento, sem qualquer preocupação com sua integridade física. Amarrar um cavalo a um carro não é manejo, nem transporte. Trata-se de uma prática cruel, incompatível com qualquer noção de cuidado, responsabilidade ou respeito à vida. Equinos são seres sencientes, capazes de sentir dor, estresse e exaustão, e não objetos que possam ser arrastados conforme a conveniência humana.
A legislação brasileira é clara ao classificar como crime toda ação que submeta animais a sofrimento, dor ou risco desnecessário. Ainda assim, cenas como essa continuam ocorrendo, revelando falhas graves na fiscalização e na responsabilização de quem comete maus-tratos. A impunidade contribui para a repetição dessas violências, que muitas vezes só ganham atenção quando registradas em vídeo.
Moradores relataram preocupação não apenas com o sofrimento do cavalo, mas também com o perigo imposto a quem circulava pela rua. Mesmo diante desse risco coletivo, o animal foi exposto a uma situação extrema, sem qualquer proteção ou cuidado básico. Entidades de defesa animal reforçam que práticas desse tipo podem causar lesões irreversíveis, colapsos físicos e até a morte.
O caso evidencia a urgência de políticas públicas eficazes para proteger animais de grande porte em áreas urbanas, além de campanhas educativas que deixem claro que cavalos não são ferramentas descartáveis. O direito à integridade física e ao bem-estar não é um favor concedido aos animais, mas uma obrigação legal e ética da sociedade.
A cobrança agora recai sobre as autoridades para que o responsável seja identificado e punido, e para que o cavalo receba atendimento adequado. Episódios como esse não podem ser tratados como exceção ou descuido, e sim como violência explícita que exige resposta firme do Estado e da sociedade. Veja o vídeo abaixo: