EnglishEspañolPortuguês

BRECHAS NA LEI

Vídeos mostram que a caça a raposas continua na Inglaterra mesmo depois de mais de 20 anos desde a proibição

Uma emissora do país reuniu registros feitos em diferentes condados e denunciam as falhas na fiscalização, pressionando o governo inglês a revisar a legislação.

17 de fevereiro de 2026
Redação ANDA
4 min. de leitura
A-
A+
Foto: Reprodução

Mais de duas décadas após a proibição da caça com cães na Inglaterra, imagens recentes mostram que a lei não é efetiva e a perseguição a raposas na parte rural do país continua. Registros obtidos pelo Channel 4 News mostram caçadores perseguindo raposas em diferentes regiões do país, o que levou ativistas, parlamentares e até autoridades policiais a questionarem se a chamada “caça simulada” não passa de uma fachada para manter a prática viva.

A caça tradicional com cães foi proibida em 2004, após anos de mobilização de organizações de proteção animal que denunciaram a crueldade envolvida na perseguição prolongada e no esquartejamento das raposas por matilhas. No entanto, uma brecha legal permitiu a continuidade da chamada “caça simulada”, em que os cães supostamente seguem um rastro artificial previamente preparado.

Em dezembro de 2025, o Partido Trabalhista anunciou a intenção de cumprir a promessa de campanha de proibir também a caça simulada. A declaração veio em meio a crescentes evidências de que, na prática, a atividade pode estar sendo usada como cobertura para a caça real.

As imagens exibidas mostram cenas descritas como fortes e perturbadoras, com raposas sendo perseguidas por longos períodos e, em alguns casos, despedaçadas por cães de caça. O material prova que a “caça simulada” funciona como uma cortina de fumaça, permitindo que a violência contra animais silvestres continue sob outra nomenclatura.

A perseguição com cães provoca sofrimento extremo, estresse prolongado e morte violenta. E além do impacto direto sobre as raposas, as caçadas trazem riscos aos próprios cães utilizados, que podem se ferir gravemente durante as perseguições.

Parlamentares contrários à prática defendem que a legislação atual precisa ser revista para eliminar ambiguidades e garantir fiscalização efetiva. Já ativistas argumentam que, enquanto houver exceções legais, será difícil impedir que a tradição da caça com cães continue, ainda que oficialmente proibida.

    Você viu?

    Ir para o topo