Um vídeo que circula nas redes sociais mostra um pequeno pônei aparece imóvel em um espaço público, cercado por turistas. Ele é explorado para fotos e pequenos passeios em troca de algumas moedas. A cena chama atenção pela completa ausência de reação do pônei, que permanece parado por longos períodos.
A imobilidade não indica tranquilidade. Animais submetidos a controle constante, punições e restrições aprendem que reagir não altera a situação. Com o tempo, deixam de tentar. Esse estado de resignação é resultado de abuso continuado e não de adaptação voluntária.
As imagens foram gravadas em Meknes, no Marrocos, onde o pônei permanece preso em uma praça pavimentada, afastado de qualquer ambiente compatível com sua natureza. Sem acesso à liberdade de movimento ou a condições mínimas de bem-estar, o animal é reduzido a uma atração turística permanente.
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Em diferentes países, animais seguem sendo usados como força de tração em charretes, como entretenimento para crianças ou como adereços em espaços públicos. Cavalos, pôneis, macacos e répteis são abusados diariamente para satisfazer a demanda turística, mesmo quando isso implica sofrimento físico e psicológico.
A continuidade desse modelo depende também da participação dos turistas. Ao pagar por fotos, passeios ou exibições, o público contribui diretamente para a manutenção dessas práticas. Recusar esse tipo de entretenimento é uma forma concreta de responsabilidade.
A ANDA incentiva o envio de registros semelhantes para ampliar o debate público e fortalecer a conscientização sobre o turismo que explora animais. Tornar essas situações visíveis é essencial para que deixem de ser tratadas como algo normal.
O vídeo foi compartilhado pela ativista Oksana (@oks_roman), que atua na defesa dos direitos animais em diferentes países, com o objetivo de ampliar sua divulgação internacional.