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Vídeo mostra momento em que filhote de tamanduá é encontrado abraçado à mãe morta em estrada de MG

A cena foi registrada por Marina Alves, de 37 anos, que estava viajando quando encontrou os animais no meio da estrada em Tiros, no Alto Paranaíba. Ela e o marido arrastaram os animais até o acostamento e acionaram o Corpo de Bombeiros quando conseguiram sinal.

25 de fevereiro de 2026
Madu Porto
6 min. de leitura
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Foto: Patos Hoje

Um filhote de tamanduá-bandeira foi resgatado após ser encontrado agarrado ao corpo da mãe, que havia sido atropelada em uma estrada da região da Jaguara, em Tiros, no Alto Paranaíba. A cena comovente foi registrada por Marina Alves, de 37 anos, que viajava com o marido na manhã de sábado (21/02).

Marina contou que avistou de longe uma figura escura no meio da pista e pediu para o marido estacionar. Ao se aproximar, percebeu que não se tratava apenas de um animal morto.

“Eu desci correndo e vi que não era só um tamanduá, tinha o bebê. Comecei a filmar porque achei que estavam mortos e precisava acionar alguém para retirar. Quando olhei melhor, vi que o tamanduá adulto estava sem vida, mas que o bebê se mexia, agarrado às costas da mamãe”, disse.

Sem sinal de telefone e internet, o casal arrastou os animais para o acostamento, sob uma árvore, e improvisou uma sinalização para alertar. Marina disse que ficou muito emocionada com a cena e só conseguiu acionar a Polícia Militar de Meio Ambiente quando chegou ao destino, cerca de uma hora e vinte minutos depois.

De acordo com os militares, o acionamento ocorreu por volta das 13h. Ao chegar ao ponto indicado, foi confirmado que a fêmea adulta estava sem vida e que o filhote estava aparentemente saudável.

 

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Segundo o médico veterinário Márcio Bandarra, que analisou o animal por meio de imagens, o filhote tem idade estimada entre 6 e 8 meses. Nessa idade, o animal já sobrevive com alimentos sólidos, se alimentando de formigas e cupins, não precisando do leite materno.

O g1 questionou o veterinário sobre o comportamento do filhote de permanecer agarrado à mãe mesmo após a morte dela. Ele explicou que esse tipo de situação é comum em casos de atropelamento de animais silvestres.

“Infelizmente, muitos filhotes chegam órfãos aos centros de atendimento. Normalmente, eles permanecem agarrados à mãe por um tempo mesmo após a morte, por dependência e busca de segurança e proteção. Além disso, ainda não sabem para onde ir”, detalhou.

Filhote aparece abraçado a uma pelúcia

Foto: Polícia Militar de Meio Ambiente/Divulgação

Ainda conforme a ocorrência, o filhote foi recolhido e encaminhado ao Centro de Triagem e Reabilitação de Animais Silvestres (Cetras) de Patos de Minas, onde recebe os devidos cuidados.

Imagens divulgadas na última segunda-feira (23/02) mostram o tamanduá bem e abraçado a uma pelúcia, utilizado para oferecer conforto durante o processo de adaptação.

O que fazer em casos de atropelamento

Em casos de atropelamento ou encontro de animais silvestres feridos na estrada, a orientação é acionar imediatamente o Corpo de Bombeiros ou a Polícia Militar de Meio Ambiente, responsáveis pelo recolhimento e encaminhamento desses animais.

Além de garantir os cuidados necessários, essa medida evita práticas ilegais, já que manter ou adotar animais silvestres é crime previsto na Lei nº 9.605/1998. A adoção compromete a reabilitação e dificulta a reintrodução na natureza, colocando em risco tanto o bem-estar do animal quanto o equilíbrio ambiental.

A espécie não está em extinção, mas é classificado como vulnerável no Brasil. Segundo o especialista Bandarra, se o cenário atual de atropelamentos e perda de habitat não mudar, a espécie pode entrar em situação crítica em pouco tempo.

Fonte: G1

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