Uma cena registrada neste fim de semana em Balneário Camboriú, no Litoral Norte de Santa Catarina, expôs mais uma vez a vulnerabilidade de animais silvestres diante da falta de respeito humano. Uma capivara foi hostilizada por crianças na prainha do deck da Barra Norte e reagiu ao ser atingida por pedras, situação que gerou medo entre banhistas, mas sobretudo indignação de quem defende os direitos animais.
O vídeo, publicado nas redes sociais, mostra o animal em repouso até o momento em que é provocado. Ao tentar fugir da agressão, a capivara corre em direção ao mar, causando alvoroço na areia. Ninguém se feriu, mas o episódio escancara um problema recorrente em áreas turísticas onde a presença humana avança sobre o habitat da fauna silvestre.
A reação do dela não foi um ataque gratuito, mas uma resposta ao medo e à dor. Capivaras não representam ameaça quando respeitadas. São animais pacíficos que apenas tentam se proteger quando se sentem acuados. A responsabilidade pelo ocorrido recai exclusivamente sobre a ação humana, especialmente sobre adultos que permitem ou ignoram esse tipo de violência praticada por crianças.
Nas redes sociais, a maioria dos comentários criticou a omissão dos responsáveis e cobrou mais educação ambiental. A revolta reflete um entendimento cada vez mais claro de que animais silvestres não são atração turística nem brinquedos, mas seres vivos com direito à integridade e ao respeito.
Segundo o Instituto do Meio Ambiente de Santa Catarina, a presença de capivaras em áreas urbanas é consequência direta da expansão urbana sobre seus territórios naturais. Cabe ao poder público investir em informação, sinalização e fiscalização, e à população compreender que a adaptação deve partir dos humanos, não dos animais.
Provocar, alimentar ou agredir animais silvestres é uma forma de violência e pode configurar crime ambiental. Defender a capivara neste episódio é defender o direito básico de qualquer animal de existir sem ser perseguido, ferido ou exposto ao medo por pura irresponsabilidade humana.
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