Um vídeo gravado em uma aldeia na cidade de Qalqilya, na Cisjordânia, mostra um cão aparece visivelmente apavorado, tremendo e encolhido no canto de um prédio inacabado enquanto sirenes de alerta soam após recentes lançamentos de mísseis na região.
A imagem é simples, mas devastadora. Sem compreender o que é guerra, território ou disputa de poder, o cãozinho apenas sente o perigo. O som estridente das sirenes e as explosões ao longe transformam o espaço urbano em um ambiente de terror também para aqueles que não entendem as decisões humanas.
Em meio à escalada de violência, cães, gatos e outros animais são abandonados durante evacuações, ficam sem acesso a alimento e água ou sofrem ferimentos causados por estilhaços e desabamentos. Outros, como o cão de Qalqilya, permanecem escondidos, tentando sobreviver em meio à destruição.
Organizações de proteção aos animais alertam que conflitos armados agravam crises humanitárias já existentes, ampliando o abandono e dificultando resgates. Em regiões onde a infraestrutura é atingida, clínicas veterinárias deixam de funcionar e protetores independentes enfrentam obstáculos para oferecer socorro.
Enquanto líderes políticos entram em confronto por poder, animais apenas tentam sobreviver, sentindo fome, os efeitos do abandono e cada explosão.
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