O veterinário responsável pelo tratamento da capivara espancada na Ilha do Governador, na Zona Norte do Rio, afirmou que, apesar de o animal apresentar sinais de melhora, há suspeita de perda de visão em um dos olhos.
“O olho foi a única coisa que não evoluiu bem. Ela chegou com o sangue dentro do olho, com um edema muito grande no olho, então pode ser assim que ela já esteja cega. Talvez isso possa vir a ser reversível”, disse o veterinário e coordenador da Clínica de Recuperação de Animais Silvestres da Universidade Estácio de Sá, Jefferson Pires.
Segundo ele, nas últimas horas o animal conseguiu se alimentar e descansar, mas o estado de saúde ainda inspira cuidados. A capivara, um macho adulto de cerca de 64 quilos, chegou à unidade no sábado (21/03) com diversos ferimentos e quadro de edema cerebral.
Para ajudar na recuperação, o espaço onde o animal está internado foi adaptado com folhas, que ajudam a reduzir a luminosidade e a dar sensação de proteção.
Jefferson Pires, que coordena a clínica — a única no estado dedicada exclusivamente ao atendimento de animais silvestres — afirmou que nunca presenciou um caso de violência semelhante em mais de duas décadas de atuação.
“Nunca observei bem um quadro de tamanho atrocidade, brutalidade e agressividade”, declarou.
O ataque aconteceu a madrugada do sábado (21/03) na orla do Quebra Coco, no Jardim Guanabara, na Ilha do Governador, e foi flagrado por câmeras de segurança.