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CUIDADOS

Veterinária alerta que nem todos os cachorros sabem nadar: 'Não é um instinto universal'

A profissional de Itapetininga (SP) também apontou quais são os sinais que os tutores devem ficar atentos quando levar o animal para se refrescar.

1 de janeiro de 2026
3 min. de leitura
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A profissional orientou os cuidados necessários com os pets ao frequentar piscinas, mar, rios e lagos — Foto: Arquivo pessoal/Julia Portella

O calor faz com que muitos tutores levem seus animais domésticos até piscinas, ao mar, rios e lagos, mas você sabia que nem todo animal sabe nadar? A médica veterinária Juliana Morika Sonoda, de Itapetininga (SP), explica quais são os cuidados necessários que devem ser buscados ao frequentar esses espaços.

É isso mesmo: nem todos os animais sabem nadar. Ao g1, a veterinária alertou que apesar de muitas pessoas acreditarem o contrário, alguns animais podem apresentar dificuldades. “Alguns cães têm facilidade, mas não é uma regra e nem um instinto universal”, completou. Para aqueles que desejam ficar à beira d’água com os animais, confira abaixo outras orientações indicadas por Juliana.

À reportagem, a profissional indicou alguns sinais de dificuldade ao nadar que os cães e gatos podem apresentar: movimentos descoordenados, cabeça baixa ou afundando, respiração ofegante e tentativas desesperadas de sair da água.

As raças braquicefálicas, que possuem o focinho curto, como Bulldog, Pug e Shih Tzu, possuem mais dificuldade para respirar e flutuar. “Nesses casos, o uso de colete é essencial ou o contato com água deve ser evitado”.

Já outros cães como Labrador, Golden Retriever, Terra Nova, Spaniel e Poodle têm estrutura corporal e pelagem favoráveis para atividades aquáticas.

Segundo a veterinária, é necessário avaliar as particularidades de cada animal, como: idade, risco, obediência, problemas de saúde e a raça. Também é indicado verificar o ambiente e o tutor deve estar atento à segurança do animal.

Aos tutores, a orientação dada pela especialista é também evitar locais com água parada ou cheiro forte, e nunca forçar o animal a entrar na água. Assim, mantendo a supervisão constante no local. E verificar um horário que não esteja muito quente, para evitar queimaduras ou hipertermia.

Para o animal, é importante dar um banho após entrar na água seja do mar, lago ou piscina. Esses lugares podem trazer algumas doenças para o animal, explicou Juliana.

A ingestão de água salgada do mar pode causar vômitos, diarreias e desidratação, já a areia pode causar dermatites e verminoses.

Nas piscinas, o cloro pode dar irritação na pele, olhos e mucosas dos cães. Os rios e lagos apresentam maior risco de contaminação de leptospirose, giárdia, verminoses, bactérias e algas tóxicas.

Conforme Juliana, os cuidados devem ser diferentes para cães e gatos. Os cachorros costumam tolerar mais o contato com a água, mas ainda precisam de supervisão. Já os gatos, em sua maioria, não gostam do contato e podem se estressar com mais facilidade.

Para proteger os animais, o indicado é o uso de protetor solar para animais, colete salva-vidas e produtos otológicos secantes (para secar o canal auditivo), e colírios lubrificantes para evitar ressecamento ou possíveis irritações.

O protetor solar precisa ser específico para animais, e deve ser usado principalmente em áreas como o focinho, orelhas, barriga e regiões sem pelo. “Ele deve ser reaplicado conforme orientação do produto”, orientou Juliana.

Depois de sair da água, os tutores devem enxaguar o pelo com água limpa, mas o ideal é lavar com shampoo indicado para animais domésticos, e assim, secar o pelo, principalmente entre os dedos e orelhas. Se não estiverem bem secos, pode favorecer dermatites, micoses e otites, principalmente animais com pelagem densa ou longa.

Antes do animal ter contato com esses espaços, os tutores devem buscar vacinar o animal contra leptospirose, controlar por remédio vermes e ectoparasitas.

Fonte: g1

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