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EXPLORAÇÃO

Vaga de emprego para “cuidador de pandas” em Centro de Proteção e Pesquisa promove cativeiro e objetificação da espécie na China

O centro opera também como atração turística, mantendo pandas em cativeiro sob constante interação humana.

29 de novembro de 2025
Redação ANDA
2 min. de leitura
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Foto: Ilustração | Pixabay

Uma publicação sobre uma vaga para “cuidador de pandas” na China viralizou nas redes sociais, sendo apelidada por usuários como “um dos melhores empregos do mundo”. No entanto, por trás da imagem idílica de abraçar e brincar com os adorados ursos, surge uma discussão ética sobre os reais objetivos do centro e o bem-estar dos animais envolvidos.

O anúncio descreve uma função no Centro de Proteção e Pesquisa do Panda Gigante da China, em Sichuan, com um salário anual de aproximadamente R$ 130.000. Os benefícios, que incluem moradia, alimentação e um veículo, somam-se à atração de passar os dias em contato direto com uma das espécies mais icônicas e ameaçadas do planeta.

Embora as responsabilidades sejam descritas como semelhantes a “cuidar de crianças”, incluindo alimentação, monitoramento de saúde e observação comportamental, o centro também funciona como uma atração turística semelhante a um zoológico. Esses programas deveriam priorizar a autonomia dos animais longe da exibição pública.

Quando a vida de um animal ameaçado de extinção é transformada em um produto para visitação pública e a interação humana constante é normalizada, precisamos questionar se o seu bem-estar individual é a prioridade ou se são os interesses econômicos e a imagem ‘fofinha’ projetada ao mundo.

O que é vendido como uma “oportunidade única” para humanos pode significar, para os pandas, uma vida em cativeiro, longe de seu habitat natural, submetido a interações forçadas e à exposição constante. A documentação diária das atividades, uma das exigências do cargo, é parte de um espetáculo que objetifica os animais para consumo nas redes sociais e no turismo.

Por mais cuidadoso que seja o manejo, a proteção efetiva de uma espécie depende de políticas que priorizem habitats naturais e respeitem a vida selvagem longe das grades.

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