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COLÁPSO AMBIENTAL

Urso-polar nada ao lado de belugas em cena que escancara os efeitos do aquecimento no Ártico; vídeo

18 de janeiro de 2026
Redação ANDA
3 min. de leitura
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Um registro feito no Ártico mostrando um urso-polar nadando próximo a belugas chama atenção não por um ataque, mas pela ausência dele. A cena revela como a dinâmica entre espécies depende diretamente do ambiente natural e reforça a importância do gelo marinho para a sobrevivência dos animais da região.

Ursos-polares estão no topo da cadeia alimentar, mas seu sucesso na caça está ligado quase exclusivamente à presença do gelo. É nas bordas das placas ou junto a buracos de respiração que eles conseguem surpreender suas presas, limitando as rotas de fuga. Fora desse cenário, a vantagem desaparece. Em águas abertas, o urso perde o fator surpresa e passa a enfrentar um ambiente para o qual não foi feito para caçar.

As belugas, por outro lado, são plenamente adaptadas ao mar aberto. Ágeis e rápidas, podem atingir cerca de 22 quilômetros por hora e utilizam a ecolocalização para perceber tudo ao redor. O urso-polar é um nadador resistente, capaz de percorrer longas distâncias a aproximadamente 10 quilômetros por hora, mas não possui a velocidade nem a manobrabilidade necessárias para perseguir presas nesse contexto.

No vídeo, o urso apenas atravessa a água enquanto as belugas seguem nadando, mantendo distância. Ambos se percebem e ajustam seus movimentos, sem confronto. A cena expõe um equilíbrio natural que só existe quando os animais estão em seus habitats adequados, livres para agir conforme suas capacidades biológicas.

Para defensores dos direitos animais, o episódio também funciona como um alerta. A redução do gelo marinho compromete não apenas a alimentação dos ursos-polares, mas todo o equilíbrio das espécies que dependem desse ecossistema. Sem o gelo, o urso é empurrado para situações de vulnerabilidade extrema, enquanto o risco de sofrimento e morte aumenta.

Preservar o ambiente natural é garantir que esses animais não sejam forçados a sobreviver em condições inadequadas. O respeito aos direitos da vida selvagem passa pela proteção dos ecossistemas que sustentam suas formas de existir, sem interferência humana que transforme resistência em sobrevivência precária.

 

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