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NEGLIGÊNCIA

Tutores denunciam descaso no transporte aéreo de animais após cachorra de cinco meses ser entregue duas horas após pouso

Segundo eles, quando finalmente foi levada a eles, a filhote estava muito assustada, chorando e com sede.

16 de fevereiro de 2026
Redação ANDA
3 min. de leitura
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Foto: Reprodução/Redes Sociais

A cachorra Amora, de apenas cinco meses, foi entregue aos tutores cerca de duas horas após o pouso do voo que a trouxe de Teresina (PI) a São Paulo (SP), na última quinta-feira (13/02). O caso foi denunciado nas redes sociais pelos tutores Isadora e Germano Leão.

Naturais do Piauí e residentes em São Paulo, o casal passou 10 dias em Teresina para apresentar a filhote à família. Segundo eles, a companhia aérea Latam Airlines Brasil informou que, por ser de porte médio, Amora não poderia viajar na cabine e deveria ser transportada no compartimento de cargas.

“Nós optamos por confiar na companhia e levar Amora no bagageiro. Fizemos toda a documentação exigida, o atestado, compramos a caixa rígida conforme as exigências deles, pagamos as taxas mais de R$ 500 por trecho”, relataram.

O embarque ocorreu às 17h30, em Teresina e, segundo os tutores, o link de rastreamento fornecido pela companhia não funcionou.

O casal desembarcou às 21h50 no Aeroporto Internacional de São Paulo-Guarulhos e, aproximadamente uma hora depois, foi informado de que animais transportados como carga viva seriam os últimos a serem entregues. “Quer dizer que uma mala tem mais prioridade que um ser vivo?”, questionaram.

Após seis idas ao balcão de atendimento, Isadora recebeu a informação de que Amora havia sido desembarcada no setor de malas por volta das 23h, quase duas horas após o pouso. “Não conseguimos conter a raiva e o desespero com o descaso. E, para completar, fomos desacatados por outro funcionário, que tentou nos intimidar com grosserias”, contaram.

Quase duas horas após o desembarque dos passageiros, dois funcionários entregaram a caixa lacrada com Amora por uma porta próxima à esteira de bagagens. “Não perguntaram quem nós éramos. Não pediram comprovantes, não pediram nenhuma documentação”, afirmou a tutora, indignada.

O casal contou que precisou cortar os lacres da caixa com as próprias mãos, pois a filhote estava “muito assustada, chorando e com sede”. Antes da viagem, Amora havia passado por um período de adaptação à caixa de transporte para reduzir o estresse do primeiro voo.

Mais uma vez uma cachorrinha e seus tutores sofreram com os protocolos adotados pelas companhias aéreas no transporte de animais domésticos. O transporte no porão do avião, ambiente com ruídos intensos, variações de temperatura e isolamento, é uma experiência traumática para cães, especialmente filhotes.

“Até quando isso vai se perpetuar? Nossos animais são vida. Merecem serem tratados como tal”, desabafaram os tutores.

Para que haja uma mudança verdadeira, são necessárias regras mais rígidas, como o transporte de cães e gatos na cabine do avião, transparência nos procedimentos e prioridade real para animais durante as viagens, reconhecendo eles como vidas e não como cargas.

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