A cachorra Amora, de apenas cinco meses, foi entregue aos tutores cerca de duas horas após o pouso do voo que a trouxe de Teresina (PI) a São Paulo (SP), na última quinta-feira (13/02). O caso foi denunciado nas redes sociais pelos tutores Isadora e Germano Leão.
Naturais do Piauí e residentes em São Paulo, o casal passou 10 dias em Teresina para apresentar a filhote à família. Segundo eles, a companhia aérea Latam Airlines Brasil informou que, por ser de porte médio, Amora não poderia viajar na cabine e deveria ser transportada no compartimento de cargas.
“Nós optamos por confiar na companhia e levar Amora no bagageiro. Fizemos toda a documentação exigida, o atestado, compramos a caixa rígida conforme as exigências deles, pagamos as taxas mais de R$ 500 por trecho”, relataram.
O embarque ocorreu às 17h30, em Teresina e, segundo os tutores, o link de rastreamento fornecido pela companhia não funcionou.
O casal desembarcou às 21h50 no Aeroporto Internacional de São Paulo-Guarulhos e, aproximadamente uma hora depois, foi informado de que animais transportados como carga viva seriam os últimos a serem entregues. “Quer dizer que uma mala tem mais prioridade que um ser vivo?”, questionaram.
Após seis idas ao balcão de atendimento, Isadora recebeu a informação de que Amora havia sido desembarcada no setor de malas por volta das 23h, quase duas horas após o pouso. “Não conseguimos conter a raiva e o desespero com o descaso. E, para completar, fomos desacatados por outro funcionário, que tentou nos intimidar com grosserias”, contaram.
Quase duas horas após o desembarque dos passageiros, dois funcionários entregaram a caixa lacrada com Amora por uma porta próxima à esteira de bagagens. “Não perguntaram quem nós éramos. Não pediram comprovantes, não pediram nenhuma documentação”, afirmou a tutora, indignada.
O casal contou que precisou cortar os lacres da caixa com as próprias mãos, pois a filhote estava “muito assustada, chorando e com sede”. Antes da viagem, Amora havia passado por um período de adaptação à caixa de transporte para reduzir o estresse do primeiro voo.
Mais uma vez uma cachorrinha e seus tutores sofreram com os protocolos adotados pelas companhias aéreas no transporte de animais domésticos. O transporte no porão do avião, ambiente com ruídos intensos, variações de temperatura e isolamento, é uma experiência traumática para cães, especialmente filhotes.
“Até quando isso vai se perpetuar? Nossos animais são vida. Merecem serem tratados como tal”, desabafaram os tutores.