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Tutora se recusa a despachar gato no porão do avião e passa cinco meses sem vê-lo até reencontro em Florianópolis (SC)

O gato chamado Frajola permaneceu sob cuidados de familiares em Manaus e só conseguiu viajar meses depois, acompanhado por um amigo da tutora, que viabilizou o transporte seguro até o novo lar.

10 de fevereiro de 2026
Redação ANDA
4 min. de leitura
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Foto: Instagram/@sandiraimundo

Uma história marcada por saudade, escolhas difíceis e priorização do bem-estar de um gatinho terminou em reencontro emocionante em Florianópolis (SC). A jovem Sandi Raimundo, natural de Manaus (AM), passou cinco meses longe de seu gato chamado Frajola após se mudar para o Sul do país e optar por não submetê-lo ao transporte como bagagem no porão do avião.

Segundo Sandi, a mudança para Santa Catarina representava um recomeço, mas também trouxe o dilema de como garantir segurança e dignidade aos animais que fazem parte da família. Na ocasião, ela conseguiu embarcar apenas com um dos gatos, Beto, na cabine, seguindo as regras das empresas aéreas e da Agência Nacional de Aviação Civil (ANAC), que permitem que cada companhia determine suas próprias normas para o transporte de animais domésticos.

Casos como esse mostram a necessidade de políticas mais humanizadas para o transporte de animais domésticos, considerando-os como seres sencientes e não como bagagens. Para Sandi, a decisão foi guiada pelo cuidado com o Frajola. “Jamais eu abandonaria ele. Preferi eu sofrer e ele ficar bem”, afirmou.

Durante os meses de separação, o gato permaneceu em Manaus sob cuidados de familiares. Enquanto reconstruía a vida em Florianópolis, a tutora lidou com dificuldades financeiras e emocionais, além da angústia por ter poucas notícias sobre ele. O reencontro só se tornou possível quando um amigo que viajou ao Amazonas trouxe o gato até ela, garantindo que Frajola pudesse viajar acompanhado e com segurança.

O momento foi registrado em vídeo e compartilhado nas redes sociais da jovem, mostrando a emoção do reencontro no aeroporto e a readaptação do gato ao novo lar, ao lado do irmão. Após cinco meses sem cuidados específicos, Frajola precisou passar por tosa completa para remover nós e sujeiras acumuladas, iniciando uma nova rotina de bem-estar e atenção diária.

A história de Sandi, Beto e Frajola mostra como decisões guiadas pelo respeito aos animais podem exigir sacrifícios pessoais, mas resultam em reencontros que mostram o valor do cuidado e da empatia pelos animais.

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