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ESTUDO

Tempestades do Pacífico Norte, geleiras do Alasca e seca na Califórnia: uma ligação direta com a mudança climática

18 de janeiro de 2026
2 min. de leitura
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Foto: Ilustração | Pixabay

Um novo estudo do Instituto Weizmann de Ciências, publicado na Nature, revelou que o deslocamento para o norte das tempestades de inverno do Pacífico Norte está diretamente ligado ao derretimento acelerado de geleiras no Alasca e à seca extrema na Califórnia e Nevada.

Os pesquisadores concluem que esses fenômenos não fazem parte da variabilidade natural, mas são uma consequência clara do aquecimento global, subestimada pelos modelos climáticos atuais.

Geleiras que derretem, incêndios que se multiplicam

  • Alasca: perde aproximadamente 60 bilhões de toneladas de gelo por ano, um ritmo alarmante que acelera a elevação do nível do mar.
  • Califórnia e Nevada: registram recordes de calor e secura, criando condições favoráveis para incêndios florestais cada vez mais devastadores.

O papel das tempestades do Pacífico Norte

As tempestades de inverno transportam calor e umidade de regiões quentes para o polo. Quando suas trajetórias se deslocam para o norte:

  • O Alasca recebe mais calor e umidade, acelerando o derretimento das geleiras.
  • O sudoeste dos Estados Unidos perde ventilação natural, o que intensifica a seca e eleva as temperaturas.

Um deslocamento mais rápido do que o previsto

O estudo, liderado pelo Dr. Rei Chemke (Weizmann) e o Dr. Janni Yuval (Google Research), demonstra que este deslocamento ocorre muito mais rápido do que antecipavam os modelos climáticos.

Para chegar a esta conclusão, os pesquisadores utilizaram uma nova métrica baseada na pressão ao nível do mar, um parâmetro medido de forma consistente durante décadas. Os resultados confirmam que o fenômeno não é natural, mas produto das mudanças climáticas.

Modelos climáticos em revisão

As descobertas se somam a estudos anteriores de Chemke que mostram como as trajetórias das tempestades terrestres estão mudando rapidamente, sem que os modelos climáticos o reflitam com precisão.

“Nossa preparação para as mudanças climáticas futuras depende da capacidade dos modelos de realizar previsões precisas”, afirma Chemke. “O fato de que os modelos não captam o efeito das mudanças climáticas no recente deslocamento para o norte das trajetórias das tempestades sugere que as mudanças nesta região poderiam ser ainda mais drásticas do que prevemos atualmente”.

O vínculo entre tempestades do Pacífico Norte, geleiras do Alasca e seca na Califórnia evidencia como as mudanças climáticas interconectam fenômenos a milhares de quilômetros de distância.

A pesquisa adverte que os modelos atuais poderiam estar subestimando a magnitude dos impactos futuros. Isso exige uma revisão urgente das projeções climáticas e uma preparação mais robusta para cenários extremos na América do Norte.

Fonte: Noticias Ambientales

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