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LONGEVIDADE

Sobrevivente de anos de exploração, leão completa 27 anos sob cuidados em santuário

1 de fevereiro de 2026
Redação ANDA
2 min. de leitura
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Foto: Reprodução/PIT

Djibo completou 27 anos na quarta-feira, 28 de janeiro, uma idade considerada excepcional para um leão. A longevidade chama ainda mais atenção pelo passado do animal, que passou grande parte da vida privado de condições adequadas. A história foi destacada pelo jornal francês Le Figaro e repercutiu após publicação do santuário Tonga Terre d’Accueil, em Saint-Martin-la-Plaine, na região do Loire, onde ele vive há uma década.

Resgatado após cerca de 17 anos explorado por um circo no sul da França, Djibo chegou ao santuário em estado delicado. Segundo relatos do próprio refúgio, tratava-se de um leão profundamente marcado pelo cativeiro, com sinais claros de trauma e fragilidade física. A adaptação não foi imediata. Nos primeiros anos, apresentava comportamento agressivo e forte resistência ao contato humano.

Foto: Reprodução/PIT

Com o tempo, no entanto, a rotina de cuidados e o ambiente mais adequado permitiram que Djibo recuperasse parte da tranquilidade. Ele passou a viver ao lado de uma leoa, com quem compartilhou o espaço até a morte dela. Hoje, já em idade avançada, apresenta menos disposição e dificuldades de locomoção, mudanças consideradas naturais para um leão idoso.

De acordo com o veterinário do local, Djibo é acompanhado de perto por equipes especializadas, que monitoram sua saúde e bem-estar. O dr. Jean-Christophe Gérard diz que o leão conseguiu, no santuário, uma rotina mais estável e respeitosa.

A trajetória de Djibo é considerada rara entre leões que passaram tanto tempo em circos. Sua sobrevivência até os 27 anos reforça o debate sobre os impactos do uso de animais em espetáculos e a importância de espaços de acolhimento capazes de oferecer cuidados contínuos a indivíduos resgatados dessas condições.

 

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