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LISTA VERMELHA

Sob efeito da crise climática, ave migratória, caracol marinho e mais de 40 espécies desapareceram em 2025

Levantamento da Lista Vermelha da União Internacional para a Conservação da Natureza aponta desaparecimento definitivo de aves, mamíferos, invertebrados, fungos e plantas

4 de fevereiro de 2026
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O zarapito-fino foi uma ave que percorreu os céus da Europa, Ásia e da África. Foto: Reprodução/Zoogalaxy

44 espécies de animais, fungos e plantas foram oficialmente declarados extintos em 2025, segundo as avaliações científicas na Lista Vermelha da União Internacional para a Conservação da Natureza (UICN), divulgada no site EFE Verde . Entre as perdas, estão espécies como o zarapito-fino (Numenius tenuirostris), o caracol marinho Conus lugubris e a musaranha da Ilha Christmas (Crocidura trichiura), todas enquadradas em uma categoria considerada irreversível.

Segundo dados oficiais da organização, 310 espécies passaram à categoria de extintas nos últimos cinco anos.

Entre os principais vetores estão a perda e degradação de habitats, a introdução de espécies invasoras, a sobreexploração de recursos naturais, doenças emergentes e as mudanças climáticas.

O zarapito-fino foi uma ave migratória que, por séculos, percorreu os céus da Europa, da Ásia e do norte da África. No ambiente marinho, o desaparecimento do Conus lugubris, espécie das costas de Cabo Verde, indica a perda para a biodiversidade do oceano, apesar de ser conhecido por sua picada venenosa. Já a musaranha da Ilha Christmas, um mamífero de cerca de 15 centímetros, não é observada desde a década de 1980 e teve agora sua extinção confirmada.

A Austrália registrou a extinção definitiva de três espécies de bandicutes, pequenos mamíferos que sobreviveram por séculos em ambientes extremos, mas não resistiram à pressão humana nos seus habitats.

Há uma crise da biodiversidade. A UICN estima que mais de 48,6 mil espécies estejam atualmente ameaçadas de extinção, o equivalente a 28% do total de espécies. Os grupos mais vulneráveis são as cicadáceas (71%), os corais (44%), os anfíbios (41%) e os tubarões e raias (38%).

“As espécies são avaliadas com critérios quantitativos que medem seu risco de extinção, como o tamanho e a tendência da população, a área de distribuição, o grau de fragmentação, a velocidade do declínio e a probabilidade estimada de extinção”, afirmou a coordenadora do Programa de Espécies do Centro de Cooperação do Mediterrâneo da UICN, Catherine Numa, em declaração à agência EFE Verde.

Fonte: Um só Planeta

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