
Leitões foram submetidos a medo e estresse em um jogo de “pega do porco” durante um evento realizado em Autazes, no interior do Amazonas. Vídeo compartilhado nas redes sociais mostra crianças perseguindo os filhotes dentro de um cercado, enquanto adultos assistem, incentivam e aplaudem a cena.
As imagens mostram os porquinhos tentando fugir repetidamente das crianças. Encurralados em um espaço cercado, os leitões correm em busca de escapar da perseguição, enquanto o público reage com risadas e comemorações.
Segundo a denúncia que acompanha o vídeo, os filhotes têm aproximadamente 30 dias de vida. Nessa fase, os porcos ainda são extremamente vulneráveis, o que torna situações de perseguição e manipulação física ainda mais estressantes.
Esse tipo de jogo reflete a naturalização da violência contra animais desde a infância, quando práticas que utilizam seres vivos como forma de diversão passam a ser encaradas como algo aceitável.
As crianças deveriam ser incentivadas a desenvolver empatia e respeito por outras espécies, em vez de participar de atividades baseadas no medo e na exploração de indivíduos vulneráveis.
A legislação brasileira considera crime praticar ato de abuso ou maus-tratos contra animais, conforme previsto no artigo 32 da Lei de Crimes Ambientais (Lei nº 9.605/1998). Diante da repercussão das imagens, é necessário identificar e punir os responsáveis pelo evento.
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