Um potrinho de cerca de três meses de idade que caiu no Rio Arrudas, em Belo Horizonte (MG), teve a vida interrompida poucas horas após ser resgatado pelo Corpo de Bombeiros na manhã de ontem (22/06). O caso levanta questionamentos sobre a falta de alternativas apresentadas para o tratamento do potro e a forma como animais vítimas de acidentes graves são atendidos pelo poder público.
De acordo com o Corpo de Bombeiros Militar de Minas Gerais (CBMMG), a corporação foi acionada por volta das 8h30 para resgatar o filhote, que havia caído no trecho do rio próximo à Avenida Tereza Cristina, na altura do número 3.000, no bairro Padre Eustáquio.
Os militares utilizaram um sistema de redução de força para retirar o potro da água. Após ser imobilizado em uma maca do tipo envelope, o potrinho foi içado até o nível da avenida em uma operação considerada delicada devido às condições do local.
Concluído o resgate, o filhote foi entregue ao Serviço de Atendimento Móvel Veterinário (Samuvet). Posteriormente, a Secretaria Municipal de Meio Ambiente informou que o potrinho apresentava uma fratura considerada muito grave na pata dianteira esquerda e que, em razão dessa condição, foi morto.
A prefeitura não divulgou detalhes sobre a avaliação veterinária realizada, nem informou se foram consideradas alternativas como cirurgia ortopédica, tratamento especializado, transferência para hospital veterinário de referência ou encaminhamento a santuários e instituições com experiência na recuperação de equinos feridos.
Embora a eutanásia possa ser indicada em situações de sofrimento irreversível e sem perspectiva de recuperação, todos os recursos disponíveis para manter o animal vivo devem ser avaliados antes da adoção de uma medida definitiva.
Com apenas alguns meses de vida, o potrinho havia sobrevivido à queda e ao difícil resgate realizado pelos bombeiros, mas não teve a oportunidade de passar por um processo de tratamento cuja viabilidade nunca foi esclarecida publicamente.