O Ministério Público de São Paulo (MPSP) pediu urgência na transferência do elefante Sandro, morador do Zoológico Municipal Quinzinho de Barros, para o Santuário de Elefantes do Brasil (SEB), na Chapada dos Guimarães (MT). A prefeitura tem um prazo de 45 dias ou deverá pagar multa diária.
A decisão foi publicada ontem (22/06). Na quinta-feira (18/06), o Tribunal de Justiça de São Paulo (TJ-SP) havia julgado um recurso apresentado pela Prefeitura de Sorocaba como parcialmente procedente, mantendo a decisão de que o elefante deverá ser transferido.
O promotor responsável pelo caso, Jorge Alberto de Oliveira Marum, é quem assina a medida que exige o cumprimento imediato da sentença do TJ-SP. De acordo com a ação, Sandro deverá estar na Chapada dos Guimarães até o dia 6 de agosto de 2026.
Os custos e procedimentos nas operações para o transporte do elefante serão assumidos pelo SEB. O município de Sorocaba está sujeito a multas diárias de R$ 2 mil, com limite máximo de R$ 300 mil, em caso de descumprimento das obrigações da transferência do elefante.
Em nota, a prefeitura afirmou que ainda não recebeu a intimação do Ministério Público, mas que, assim que for notificada, tomará todas as medidas necessárias para a permanência do mamífero no zoológico municipal.
Como será o transporte
Sandro será transportado por via terrestre em uma caixa específica para animais de grande porte, levada por um caminhão. O modelo prioriza o bem-estar durante o trajeto e é o mesmo utilizado na transferência da elefanta Baby, que viajou de Santa Catarina para o mesmo santuário nesta semana.
De acordo com o presidente do SEB, Raphael Bontempi Ferreira, a mudança exige a análise de todo o histórico médico e de exames do animal para garantir a segurança na estrada. Ele destacou que a vida no santuário oferecerá um ambiente muito mais amplo e natural.
“Não existe comparação de uma vida em cativeiro como ele tem hoje no zoo de Sorocaba. O espaço é muito mais amplo, existem outros elefantes da mesma espécie que ele pode ter contato, ter uma certa interação, cuidados especializados, equipe especializada, um ambiente natural onde ele pode ter diversos tipos de, de benefícios”, destaca Raphael.
O objetivo, segundo o presidente, é permitir que o animal recupere sua autonomia física e psicológica, respeitando suas vontades diárias, algo difícil de ocorrer em zoológicos.
Transferência da elefanta Baby
A elefanta que aparece na caixa de transporte no vídeo no início desta reportagem é Baby, um animal asiático de 34 anos que viveu por décadas em cativeiro em Santa Catarina.
A viagem de mais de 1.900 quilômetros começou nesta semana, após um período de adaptação à caixa. Segundo o santuário, a equipe acompanha a elefanta em tempo integral. O trajeto é feito no ritmo definido pelo próprio animal, com paradas regulares para alimentação, hidratação, descanso e limpeza.
Fonte: G1