O Rio Open, maior torneio de tênis da América do Sul, costuma ser lembrado pela quadra lotada e pelos jogos que atravessam a noite no Jockey Club Brasileiro. Mas, nesta terça-feira (17/02), a entrada de um atleta chamou atenção por outro motivo: o brasileiro Guto Miguel, estreante no evento, foi para a quadra acompanhado de um dos CãoDulas, cães resgatados de abandono e maus-tratos que estão disponíveis para adoção.
A ação faz parte do projeto “CãoDulas”, promovido pela GoldeN, patrocinadora do torneio desde 2016. A proposta é simples e direta: usar um palco com público, TV e redes sociais para lembrar que adoção não é impulso nem moda, é compromisso.
“Queremos usar a visibilidade do Rio Open para chamar atenção para a adoção responsável e mostrar que esses cães têm muito amor para oferecer. Adotar é um compromisso, mas também uma oportunidade de transformar vidas”, afirmou Felipe Mascarenhas, head de Marketing da GoldeN.
O tema ganha peso quando esbarra em números que circulam em levantamentos sobre o estado. Em 2023, o Rio de Janeiro teria registrado mais de 3,4 milhões de animais abandonados, com 2,2 milhões de cães e 1,2 milhão de gatos, em dados atribuídos ao IBGE e replicados em relatórios e materiais institucionais.
O Rio Open, que já funciona como vitrine internacional do esporte, vira também um lugar para esse tipo de recado. No meio do barulho das arquibancadas, um cão entrando em quadra quebra o roteiro e força uma pergunta que muita gente evita: se tem espaço para festa, tem espaço para responsabilidade também.
Fonte: Diário do Rio