Com as pancadas de chuva e o ar mais carregado de umidade, um fenômeno se repete em muitas cidades brasileiras durante o verão. Nuvens de cupins de chuva tomam ruas, quintais e janelas, atraídos pela luz e pelo calor. Apesar de natural, a presença em massa desses insetos, também conhecidos como aleluias ou siriris, impõe riscos aos cães que vivem nos lares.
Para muitos animais, a movimentação intensa desperta curiosidade, excitação e comportamento de caça. O que parece uma brincadeira inofensiva pode se transformar em uma situação grave em poucos minutos. Clínicas veterinárias alertam que a ingestão de cupins durante a revoada está associada a quadros de intoxicação que evoluem rapidamente e exigem socorro imediato.
O perigo não está apenas no inseto em si. Em áreas urbanas, cupins frequentemente entram em contato com inseticidas, venenos domésticos e produtos usados no controle de pragas. Ao serem ingeridas, essas substâncias atingem o organismo do cão de forma direta e agressiva. Mesmo pequenas quantidades podem provocar reações intensas, sobretudo quando o contato ocorre de maneira repetida, como acontece nas noites de revoada.
Os sinais costumam surgir pouco tempo depois. Vômitos persistentes, salivação excessiva, diarreia, tremores e crises convulsivas estão entre os sintomas mais relatados. Diante de qualquer alteração desse tipo, a recomendação é inequívoca. O atendimento veterinário não pode esperar, já que a rapidez na avaliação faz diferença entre uma recuperação plena e consequências mais sérias.
Proteger os cães nesse período é uma responsabilidade que passa por escolhas simples e vigilância constante. Reduzir a iluminação externa e interna durante a revoada ajuda a diminuir a concentração de insetos. Manter portas e janelas fechadas impede que eles se espalhem pelos ambientes. A remoção imediata dos cupins que caem no chão e a observação atenta do comportamento dos animais são medidas básicas, mas eficazes.