Um raro pequeno pinguim leucístico foi encontrado em uma praia no sul da Austrália, onde a cor incomum e as más condições da pequena fêmea atraíram a atenção de várias pessoas na Praia Boomer na noite do último sábado (29/03).
O animal foi acolhido pela organização de bem-estar animal Wildlife Welfare Organisation (WWO), onde recebeu o nome de Pearl – palavra em inglês que significa pérola. Rena Robinson, representante da instituição, disse à uma emissora local que realiza operações de resgate de pinguins e outros animais selvagens há décadas, mas nunca tinha visto um pinguim leucístico antes.
O leucismo é uma mutação genética que resulta na perda de pigmentação em partes do corpo. Diferentemente do albinismo, onde há ausência total de melanina, o leucismo afeta as estruturas de cobertura do corpo, como penas, pelos ou escamas, mas não a melanina cutânea, presente nos olhos, mucosas e derme.
Segundo a especialista em pequenos pinguins Diane Colombelli-Négrelque, a coloração completamente pálida de Pearl pode ser uma desvantagem na natureza. “Há um propósito para a plumagem de duas cores em pássaros marinhos. As [penas] mais escuras devem combinar com a cor do mar, então quando um predador está acima, é difícil vê-las contra a água”, disse.
Sob os cuidados da WWO Pearl está recebendo uma dieta especial e medicamentos antifúngicos feitos sob encomenda por uma farmácia de manipulação local. Eles foram feitos para prevenir aspergilose, uma doença fúngica respiratória frequentemente encontrada em pinguins que precisam ser cuidados por humanos. O futuro a longo prazo de Pearl deve ser decidido quando ela ganhar peso e estiver em melhores condições.