Neste ano, 881 pinguins-de-magalhães (Spheniscus magellanicus) foram encontrados encalhados nas cidades de de Iguape, Ilha Comprida e Cananéia, no litoral paulista, de acordo com o balanço do Projeto de Monitoramento de Praias da Bacia de Santos (PMP-BS) que monitora os animais. Apenas uma das aves foi encontrada com vida — os outros animais estavam em avançado estágio de decomposição, de acordo com os pesquisadores.
Somente nesta terça-feira (26/08), 39 pinguins foram encontrados mortos nas praias paulistas — o maior número para um único dia desde a última sexta-feira (22/08), quando foram registradas 97 aves mortas. O maior encalhe em massa aconteceu na terça-feira anterior (19), com 176 animais sem vida.
Pelo menos 3.342 pinguins morreram na costa brasileira até a semana passada. A análises dos animais não destacar possibilidade parasitoses, quadros infeciosos e a interação com a pesca como causadores das mortes.
Motivo das mortes
“Os pinguins-de-Magalhães migram da Patagônia Argentina para o litoral brasileiro durante o inverno em busca de águas mais quentes. A longa viagem deixa os animais cansados, incapacitados e vulneráveis
Entre os principais motivos das mortes estão a falta de alimento, a hipotermia, as doenças e a interações com atividades humanas como as pescarias. “Esse cenário de encontrar pinguins mortos nesta época do ano é esperado devido à migração da espécie”, afirma Emanuel.
O especialista explica que o número de animais que morre durante a migração varia de ano para ano — e depende de fatores ambientais e da disponibilidade de alimentos no mar.
O que fazer ao avistar um pinguim vivo na praia:
- Se o animal estiver no mar, não interfira; ele pode estar de passagem e o resgate ainda não é autorizado;
- Se o animal encalhar na areia, não tente devolvê-lo ao mar;
- Jamais coloque o pinguim em contato com o gelo;
- Evite se aproximar do animal: ele pode se assustar e tentar voltar para o mar;
- Afaste crianças, animais domésticos e curiosos.
Fonte: CNN Brasil