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ESPECIAL OSCAR

Quando os animais roubam a cena na vida e também no cinema

15 de março de 2026
3 min. de leitura
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Prontos para assistir ao Oscar e torcer pela Carminha de “Agente Secreto”?! – Sint Smeding/Creative Commons

O Dia dos Animais, celebrado ontem,  14 de março, costuma ser lembrado nas redes sociais com fotos, vídeos e declarações apaixonadas. Mas a data também abre espaço para refletir sobre o lugar cada vez mais importante que cães e gatos ocupam na vida cotidiana e, curiosamente, também nas telas do cinema.

Nos últimos anos, os animais passaram a aparecer com mais frequência em produções audiovisuais e até em premiações internacionais como o Academy Awards. E não apenas como figurantes simpáticos: muitas vezes, eles são parte essencial da narrativa.

No cinema brasileiro recente, por exemplo, um gato acabou ganhando destaque inesperado. A gata Carminha, que participa do filme O Agente Secreto, chamou a atenção do público e da crítica por sua presença marcante na trama. A atuação felina foi tão comentada que rendeu até um prêmio em um festival internacional dedicado a performances de animais no cinema.

Não é a primeira vez que um animal se torna uma espécie de “ator coadjuvante” queridinho do público. No ano passado, a Suri, uma cachorrinha também conquistou espectadores no filme Ainda Estou Aqui, que entrou na corrida por premiações internacionais e ganhou até o Fido Awards.

Em comum, esses casos mostram algo que quem convive com animais já sabe: eles têm uma capacidade única de atrair olhares e criar conexão imediata.

Essa conexão, aliás, vai muito além da tela.

Segundo a psicóloga Juliana Sato, o vínculo com um animal se constrói principalmente na rotina. Alimentar, passear, observar o comportamento ou simplesmente dividir o mesmo espaço cria uma relação baseada na presença constante. Para muitas pessoas, especialmente em períodos de estresse, luto ou sobrecarga emocional, esse convívio pode funcionar como um ponto de apoio importante.

“Os animais introduzem previsibilidade no cotidiano. Eles precisam ser alimentados, cuidados, observados. Esse cuidado ajuda a organizar o dia e a manter a pessoa implicada na própria vida, mesmo quando a energia emocional está comprometida”, explica.

Rotina é bom para todo mundo, focando na individualidade de cada espécie!

Do ponto de vista do comportamento animal, essa relação também exige responsabilidade. Mais do que carinho, o bem-estar de um cão ou gato depende de uma rotina que respeite suas necessidades comportamentais. Isso inclui passeios adequados, oportunidades de exploração, estímulos mentais e atividades que permitam ao animal expressar comportamentos naturais da espécie. Uma rotina enriquecida, com brincadeiras, desafios cognitivos e interações sociais adequadas, é essencial para prevenir problemas comportamentais e garantir qualidade de vida. Cuidar de um animal, portanto, não é apenas conviver com ele, mas oferecer condições para que ele possa viver de forma saudável física e emocionalmente.

E existe também a dimensão emocional dessa relação. A vida com um animal envolve compromisso de longo prazo, reorganização da rotina e, muitas vezes, adaptação às mudanças que vêm com o envelhecimento ou a doença. Ainda assim, para milhões de pessoas, cães e gatos fazem parte da família e do cotidiano afetivo.

Talvez seja por isso que, quando aparecem nas telas do cinema, eles chamem tanto a atenção do público. Não são apenas personagens simpáticos: são reflexos de uma convivência que já faz parte da vida real.

Fonte: Estadão

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