A qualidade da água dos rios da Mata Atlântica permanece em um patamar crítico e sem avanços estruturais, segundo o relatório Observando os Rios 2026, divulgado pela Fundação SOS Mata Atlântica. O estudo consolidou dados de 1.209 análises realizadas ao longo de 2025 em 162 pontos de coleta, distribuídos em 128 rios de 86 municípios em 14 estados do bioma. O retrato é de estagnação: nenhum dos pontos monitorados atingiu qualidade “ótima” e apenas cinco (3,1%) foram classificados como “bons”.
A maior parte dos rios analisados (78,4%) apresentou qualidade “regular”, enquanto 15,4% foram considerados “ruins” e outros 3,1% atingiram a pior classificação possível, “péssima”. O predomínio da categoria intermediária, segundo o relatório, não representa estabilidade positiva, mas um estado de alerta contínuo. Trata-se de um cenário em que os rios ainda resistem a colapsos mais graves, mas permanecem altamente vulneráveis a pressões ambientais e à ausência de políticas públicas eficazes.