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Projeto estuda lulas gigantes na ilha do Faial

5 de abril de 2014
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Um projeto de biotelemetria açoriano e norte-americano está a testar um protótipo de marcação multissensorial de lulas gigantes, inédito no estudo da espécie, disse à agência Lusa o investigador Pedro Afonso.

O projeto-piloto, promovido pelo Instituto do Mar (IMAR) da Universidade dos Açores (UAç) e pelo Woods Hole Oceanographic Institution, dos EUA, procedeu, em março, à marcação de nove lulas gigantes, da espécie Loligo forbesi, que estão atualmente em cativeiro no Aquário do Porto Pim, na ilha Faial, e serão libertadas no oceano este mês.

“A biotelemetria permite-nos marcar estes animais, e outros, com dispositivos eletrónicos que, ao darem-nos informação sobre as ações e o ambiente dos animais, abrem-nos uma janela completamente inaudita sobre a sua vida”, disse Pedro Afonso.

Segundo o investigador do Grupo de Biotelemetria do IMAR, o objetivo é conseguir desenvolver uma marca de transmissores de nova geração que estude a detalhe uma espécie sobre a qual pouco se conhece.

“São animais mal conhecidos, em relação ao seu comportamento, e esta marca, se cumprir as melhores expetativas, vai-nos permitir conhecer muito melhor esse comportamento”, referiu.

Outro dos propósitos do estudo biotelemétrico desta espécie de lulas, que “nos Açores atinge os maiores tamanhos conhecidos”, está na sua importância para o equilíbrio marinho.

 *Esta notícia foi escrita, originalmente, em português europeu e foi mantida em seus padrões linguísticos e ortográficos, em respeito a nossos leitores

Fonte: TSF

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