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PROTEÇÃO

Projeto avança e prevê passagens para animais em rodovias de todo o país

Único viaduto vegetado em rodovia federal fica no RJ, entre Rio Bonito e Macaé; proposta busca reduzir atropelamentos.

25 de maio de 2026
5 min. de leitura
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Bicho-preguiça em uma das travessias — Foto: Arteris Fluminense e Vitaneotropica

Um projeto de lei que prevê a instalação de passagens para animais em rodovias, ferrovias e estradas segue para análise no Senado.

A medida busca reduzir atropelamentos e proteger a fauna.

Atualmente o único viaduto vegetado em rodovia federal do país fica no estado do Rio, em trecho da BR-101 entre Rio Bonito e Macaé, nas Regiões dos Lagos e Norte Fluminense (RJ).

Estruturas para travessia da fauna

O projeto, já aprovado na Câmara dos Deputados, institui mecanismos para garantir a circulação segura de animais silvestres. Atualmente, o Brasil conta com apenas um viaduto vegetado em rodovia federal, localizado em Silva Jardim, em frente à Reserva Biológica de Poço das Antas.

A estrutura foi implantada como condicionante ambiental para a duplicação da BR-101 e tem como objetivo permitir a travessia de animais terrestres, principalmente mamíferos de médio e grande porte, como a onça-parda.

Viaduto vegetado em Silva Jardim,  em frente à Reserva Biológica de Poço das Antas. — Foto: Gustavo Luna e Jorge Leite (ICMBio)
Viaduto vegetado em Silva Jardim, em frente à Reserva Biológica de Poço das Antas. — Foto: Gustavo Luna e Jorge Leite (ICMBio)

Medidas já adotadas na BR-101

Além do viaduto, foram construídas outras estruturas no trecho que corta a Área de Proteção Ambiental da Bacia do Rio São João. Ao todo, há 20 passagens subterrâneas para animais terrestres e 10 aéreas, utilizadas por espécies arborícolas, como o mico-leão-dourado, ameaçado de extinção.

Segundo o ICMBio, essas soluções ajudam a reduzir atropelamentos e acidentes e permitem a conexão entre áreas de vegetação separadas pela rodovia.

Uso das estruturas e preservação

Mesmo com a vegetação ainda em crescimento, o monitoramento indica que a fauna já utiliza o viaduto. A expectativa é de que, com o desenvolvimento das plantas, a estrutura funcione como um corredor ecológico ainda mais eficiente.

A iniciativa também contribui para a ligação entre a Reserva Biológica Poço das Antas e outras áreas de Mata Atlântica da região.

Tatu na travessia por baixo do viaduto vegetado em Silva Jardim — Foto: Arteris Fluminense e Vitaneotropica
Tatu na travessia por baixo do viaduto vegetado em Silva Jardim — Foto: Arteris Fluminense e Vitaneotropica
Animais em travessia por baixo do viaduto vegetado em Silva Jardim — Foto: Arteris Fluminense e Vitaneotropica
Animais em travessia por baixo do viaduto vegetado em Silva Jardim — Foto: Arteris Fluminense e Vitaneotropica

 Impacto das rodovias nos animais

De acordo com estimativas citadas no projeto, mais de 400 milhões de animais silvestres morrem por ano nas estradas brasileiras.

Além disso, cerca de 72% das unidades de conservação sofrem impacto direto ou indireto de rodovias.

Especialistas destacam que as passagens de fauna são essenciais para evitar o isolamento de populações e garantir a troca genética entre espécies.

Próximos passos e novas ações

Com a aprovação na Câmara, o projeto segue agora para o Senado e, se aprovado, precisará da sanção presidencial para entrar em vigor.

Paralelamente, novas intervenções estão previstas em outros trechos da BR-101, como na região da Reserva Biológica União, com a implementação de diferentes tipos de passagens para animais.

Além disso, estudos financiados pela Petrobras e Transpetro avaliam medidas para reduzir impactos de dutos sobre a fauna. Estruturas experimentais já em uso registraram a passagem de animais, como macacos-prego, indicando a eficácia das soluções.

 Proteção da biodiversidade

O ICMBio destaca que o conjunto de medidas é fundamental para a conservação da fauna silvestre, especialmente de espécies ameaçadas como o mico-leão-dourado, a preguiça-de-coleira e a onça-parda.

A expectativa é que a expansão dessas estruturas em todo o país contribua para reduzir mortes de animais nas estradas e fortalecer a preservação da biodiversidade.

Fonte: g1

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