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ACOLHIDA

Pretinha, melhor amiga do cão Orelha, ganha ‘madrinha’ durante tratamento em Florianópolis (SC)

Empresa de saúde animal assume 100% dos custos médicos de cadela comunitária; animal segue sob cuidados enquanto aguarda adoção definitiva

4 de fevereiro de 2026
Matheus Bastos
2 min. de leitura
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Foto: Reprodução

Pretinha, a melhor amiga do cão Orelha, segue em tratamento em Florianópolis. Ao ND Mais, a médica veterinária Fernanda Oliveira informou que a cadela está sob a tutela de uma madrinha, chamada de “dona Fátima”, e foi apadrinhada pela Petlove, plano de saúde voltado a animais domésticos.

Em comunicado no Instagram, a Petlove afirmou que assumirá 100% dos custos do tratamento do quadro de insuficiência renal crônica. “Em um momento delicado como esse, o que realmente faz a diferença é saber que ela não está sozinha”, declarou a empresa.

Diagnóstico e estado emocional de Pretinha, amiga do cão Orelha

Na última semana, Fernanda Oliveira explicou que alterações nos exames apontaram um quadro de insuficiência renal crônica e hemoparasitose (doença transmitida por carrapatos). “O quadro dela continua crítico, com prognóstico reservado e chance de 40% de recuperação”, afirmou.

Durante a primeira internação, os níveis de creatinina baixaram, mas os de ureia não — ambos indicadores da função renal. Após um período em lar temporário, o retorno à clínica foi necessário para suporte 24 horas e novos exames.

Pretinha foi recolhida da Praia Brava logo após a morte de Orelha. Segundo a veterinária, embora não se possa associar cientificamente o quadro clínico à perda do companheiro, a cadela está visivelmente abatida.

“Houve uma mudança radical na rotina. Mesmo com outros cães tentando interagir, ela não demonstra vontade alguma de brincar, comportamento bem diferente de quando estava com o Orelha”, relatou.

Carolina Bechelli Zylan, moradora da região que cuidava dos dois, destaca o companheirismo entre eles. “O Orelha era um cachorro alfa e andava na frente para proteger a Preta. Eu digo que a morte dele serviu para salvá-la, pois fez com que ela fosse recolhida e descobríssemos esse problema de saúde”, apontou.

Segundo Carolina, os dois eram inseparáveis: “Dificilmente você olhava para o Orelha e não via a Preta atrás”. Nos últimos tempos, contudo, Pretinha já não acompanhava o ritmo do amigo devido às dores que ninguém imaginava que ela sentia. “Ela também está em sofrimento por não ter a liberdade da rua e por não ter o Orelha por perto”, concluiu.

Fonte: ND Mais

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