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LUTO

Pretinha, amiga do cão Orelha, morre em Florianópolis (SC): “Houve luta até o fim”

O histórico clínico da cachorra incluiu internações sucessivas desde janeiro, agravamento progressivo do quadro renal e tratamentos contínuos acompanhados por equipe veterinária especializada.

10 de fevereiro de 2026
Redação ANDA
2 min. de leitura
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Foto: Arquivo Pessoal

A cadela Pretinha, que vivia junto com o cão Orelha na Praia Brava, em Florianópolis, morreu na noite desta segunda-feira (09/02) vítima de falência renal, agravada por complicações causadas pela dirofilariose, doença mais conhecida como verme do coração. A informação foi divulgada pelo empresário Bruno Ducatti, que havia adotado a cachorra e patrocinava seu tratamento após ela ser retirada das ruas, por meio de uma carta aberta publicada nas redes sociais.

Segundo explicou, a equipe médica utilizou todos os recursos possíveis para salvar a vida de Pretinha, como internação intensiva, exames complexos, acompanhamento contínuo e medicações de alto custo. A cadela vinha recebendo tratamento veterinário desde janeiro, quando passou a viver sob cuidados diretos e foi possível identificar a gravidade real de seu estado de saúde, descrito como avançado e silencioso. “Ainda assim, a medicina encontrou seus limites. Não houve omissão, descaso ou abandono. Houve luta até o fim”, escreveu.

Segundo a veterinária Fernanda Oliveira, Pretinha também desenvolveu anemia por conta da medicação utilizada para tratar o quadro de insuficiência renal crônica. Após a morte de Orelha, no dia 5 de janeiro, ela já havia passado três dias sob cuidados médicos. Foi liberada no dia 24 de janeiro, mas precisou ser hospitalizada novamente no dia 26, quando seguiu em tratamento contínuo até o momento da morte.

Na carta aberta, Ducatti afirmou ter acompanhado todo o processo mesmo durante uma viagem internacional, destacando o envolvimento emocional e financeiro na tentativa de salvar o animal. Ele também ressaltou que Pretinha não morreu sozinha nas ruas e que sua história mostra tanto a força do cuidado comunitário quanto a ausência de políticas públicas eficazes para animais em situação de abandono.

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