Desde a última semana de junho, Florianópolis tem registrado a chegada de pinguins-de-Magalhães na sua costa. A capital catarinense registrou o primeiro animal de 2025 no dia 24 de junho, quando foi encontrado debilitado próximo a um riacho no bairro João Paulo, um local incomum para a espécie, que normalmente é vista nas praias. Após o resgate, ele recebeu atendimento veterinário especializado para reabilitação.
Durante esse período, é comum que muitos pinguins apareçam em praias da região, especialmente os mais jovens, que ainda estão aprendendo a migrar. Muitos chegam cansados e debilitados, algumas vezes presos em redes de pesca ou afetados por outras atividades humanas.
Em 2024, Florianópolis registrou mais de 2700 pinguins nas praias, porém apenas uma pequena porcentagem estava viva no momento do resgate. Por isso, o monitoramento e o cuidado são essenciais para a sobrevivência desses animais.
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O que fazer ao avistar pinguins-de-Magalhães?
A ONG R3 Animal, responsável pelo resgate e reabilitação dos pinguins em Florianópolis, orienta que a população:
- Não tente devolver o animal para o mar;
- Jamais coloque o pinguim em contato com o gelo;
- Evite contato direto com o animal, devido ao protocolo de proteção contra a IAAP (Influenza Aviária de Alta Patogenicidade);
- Afaste animais domésticos;
- Acione o resgate através do número 0800 642 3341;
O trabalho de monitoramento da ONG é feito diariamente em cerca de 56 km de praias da capital catarinense. A ação integra o Projeto de Monitoramento de Praias da Bacia de Santos, vinculado ao licenciamento ambiental de atividades offshore na região.
Com a chegada dos primeiros pinguins-de-Magalhães, moradores e visitantes do litoral catarinense podem esperar ver mais dessas aves nas próximas semanas até o final da primavera, quando elas partem para a reprodução. A presença desses animais, apesar de encantadora, é um alerta para a importância da conservação e do respeito ao meio ambiente marinho.
Fonte: ND Mais