EnglishEspañolPortuguês

ALERTA

Petiscos importados para cães contêm Salmonella e superbactérias, aponta estudo

Pesquisa realizada nos EUA identificou contaminação e patógenos resistentes a antibióticos de último recurso em mastigáveis de orelha suína

1 de julho de 2026
2 min. de leitura
A-
A+
Foto: Imagem gerada com ferramenta de IA

Um estudo científico internacional acendeu um alerta para responsáveis e autoridades sanitárias globais ao identificar graves riscos de contaminação biológica em petiscos desidratados para cães. Amostras de mastigáveis de orelha suína comercializadas em gôndolas e caixas a granel nos Estados Unidos revelaram a presença de Salmonella e de bactérias geneticamente resistentes a múltiplos antibióticos, levantando preocupações para a saúde dos animaise dos humanos.

Embora esses produtos passem por processos industriais de desidratação e tratamento térmico para eliminar patógenos, as análises laborariais indicaram que a contaminação pode ocorrer ao longo de toda a cadeia produtiva. O acondicionamento inadequado em recipientes abertos no varejo e falhas na vedação das embalagens favorecem a recontaminação pós-processamento.

O risco da resistência bacteriana no ambiente doméstico

O achado mais preocupante das análises foi o isolamento de três bactérias resistentes à colistina, um antibiótico considerado de último recurso para o tratamento de infecções graves na medicina humana, além de cepas resistentes a carbapenêmicos. Ao consumirem os petiscos afetados, os cães podem atuar como portadores assintomáticos, espalhando os microrganismos pelo ambiente.

A transmissão para os seres humanos ocorre de forma cruzada, principalmente pela via fecal-oral ao manusear os alimentos sem a higiene adequada ou pelo contato direto com a saliva e pelos dos animais de estimação. Crianças, idosos e pessoas imunossuprimidas são os grupos que apresentam maior vulnerabilidade para quadros graves.

Recomendações de segurança e higienização

Diante dos resultados, autoridades sanitárias recomendam o uso de métodos adicionais de descontaminação pelos fabricantes, como a irradiação ou o cozimento térmico estrito, seguidos obrigatoriamente pelo envase em embalagens individuais seladas para mitigar os riscos de exposição bacteriana no comércio.

Para os responsáveis, a orientação dos médicos-veterinários é lavar rigorosamente as mãos com água e sabão imediatamente após o manuseio de qualquer petisco desidratado e manter a higienização constante dos potes e das superfícies de contato dos animais.

Fonte: Cães&Gatos

    Você viu?

    Ir para o topo