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MAUS-TRATOS

Operação desarticula esquema de tráfico de animais silvestres em Minas Gerais

Dois homens de 65 anos e outro de 94 anos foram presos em flagrante em Conceição da Barra de Minas, no Campo das Vertentes. Animais eram enviados para SP e RJ

10 de abril de 2026
Bruno Luis Barros
2 min. de leitura
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Foto: PM de Meio Ambiente

Uma operação da Polícia Militar de Meio Ambiente realizada na quarta-feira (08/04), na pequena cidade de Conceição da Barra de Minas (MG), no Campo das Vertentes, revelou um esquema criminoso de tráfico de animais silvestres com atuação local e interestadual. Três homens foram presos.

De acordo com a polícia, os animais eram capturados no município com cerca de 3,5 mil habitantes e enviados ilegalmente para os estados de São Paulo e Rio de Janeiro, abastecendo o comércio clandestino.

Ao todo, 38 aves foram resgatadas, sendo 21 nativas e 17 exóticas. Segundo a PM, os animais estavam confinados sem condições mínimas de sobrevivência, configurando maus-tratos.

Os suspeitos, dois homens de 65 anos e outro de 94 anos, foram conduzidos à delegacia, onde assinaram um Termo Circunstanciado de Ocorrência (TCO) e foram liberados.

As aves silvestres foram soltas em seu habitat natural. Já as espécies exóticas ficaram sob os cuidados de um médico veterinário, que decidiu assumir a condição de fiel depositário dos animais.

O que diz a lei?

O artigo 29 da lei de crimes ambientais 9.605/98 determina pena de 6 meses a 1 ano de detenção, além de multa para quem “matar, perseguir, caçar, apanhar, utilizar espécies da fauna silvestre, nativas ou em rota migratória, sem a devida permissão, licença ou autorização da autoridade competente”.

A pena pode ser aumentada se ocorrer maus-tratos aos animais, espécies raras ou ameaçadas de extinção e finalidade comercial. Os maus-tratos, inclusive, também configuram outro crime, previsto no artigo 32 da mesma lei, com pena de detenção de 3 meses a 1 ano e multa. Na prática, o juiz pode considerar os crimes em conjunto, o que pode aumentar a responsabilização dos envolvidos.

Fonte: Estado de Minas

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