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HERÓIS

ONGs, protetores independentes e tutores trabalham incansavelmente para resgatar animais domésticos durante os bombardeios no Líbano

20 de março de 2026
Redação ANDA
2 min. de leitura
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Foto: Reprodução

Apesar de toda a destruição provocada pelos bombardeios israelenses no Líbano, muitos libaneses tem mantido a coragem e se recusam a abandonar os animais. Assim como a protetora Diana Abbadi, que resgatou os 40 gatos sob seus cuidados, ONGs, protetores independentes e tutores estão fazendo de tudo para salvar e proteger os animais domésticos do país.

Cerca de uma semana após o início do conflito, a ONG Animals Lebanon já salvou mais de 130 animais de áreas perigosas, muitas vezes atendendo aos pedidos desesperados de tutores que fugiram sem conseguir levar seus cães e gatos.

Sem equipamentos de proteção, vestindo apenas roupas com o logotipo da organização, os resgates acontecem em motocicletas, com caixas de transporte improvisadas. “Quando nos atrasamos, fica mais perigoso”, relata Reem Sadek,  gerente de operações da ONG. Ainda assim, a equipe segue.

A realidade dentro dos abrigos é desafiadora. Durante o último grande conflito, em 2024, a organização chegou a acolher quase 500 animais. Agora, com recursos escassos, abriga cerca de 100 gatos e tenta equilibrar custos oferecendo alternativas acessíveis para tutores deslocados. Ainda assim, novos animais abandonados continuam chegando, muitos deixados em caixas de papelão na porta.

No sul do país, o protetor Mohammad Habli, de apenas 20 anos de idade, enfrenta dificuldades para alimentar mais de 300 cães em seu abrigo. Com estradas bloqueadas e acesso limitado, os desafios se acumulam. Ainda assim, ele continua. Em uma das missões mais recentes, resgatou seis filhotes presos sob escombros enquanto ataques aéreos ainda aconteciam.

Habli também foi responsável por resgatar o cãozinho de uma mulher que foi forçada a evacuar. O garoto compartilhou um vídeo do cachorro em seu Instagram que chegou até a tutora, possibilitando o reencontro entre os dois.

Para muitos tutores, deixar suas casas sem seus animais é impensável. Hamza Bitar, que sempre compartilhou sua rotina com a cachorra, decidiu fugir após perceber o impacto psicológico que as explosões causavam nela. “Eu não queria ser deslocado à força, mas foi ela que me fez ir embora, porque desenvolveu estresse. Sim, os cães ficam estressados ​​com os sons das explosões e dos mísseis.”, disse em vídeo.

Os resgates de animais são um ato de resistência em meio aos conflitos, uma forma corajosa de afirmar que nem mesmo a guerra pode justificar o abandono dos mais vulneráveis. Arriscando suas vidas para salvar quem não pode fugir sozinho, protetores e tutores mostram que toda vida importa, mesmo quando o mundo ao redor parece desmoronar.

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