A Amazônia se torna palco do tráfico de milhões de animais silvestres todos os anos. Estima-se que apenas um em cada dez sobrevive até o consumidor final, segundo o relatório da Renctas, que monitora o crime desde 2001.
A operação ilegal envolve captura, transporte e venda de espécies exóticas, impactando ecossistemas e biodiversidade. Aracnídeos, aves e peixes ornamentais estão entre os mais visados, principalmente em municípios do Amazonas e Pará.
A magnitude do mercado clandestino evidencia o desafio da fiscalização em áreas remotas. A combinação de alta demanda, mortalidade e exploração contínua coloca em risco espécies-chave e altera o equilíbrio natural da região.
Magnitude do tráfico na Amazônia
Cerca de 38 milhões de animais silvestres são retirados da natureza todos os anos, movimentando valores significativos no mercado ilegal nacional e internacional.
A logística do tráfico é complexa: envolve captura, transporte precário e distribuição a compradores, muitas vezes para colecionadores que buscam espécies raras.