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NEGLIGENCIADOS

Mulher é presa por manter canil clandestino com animais mortos e sobreviventes em condições insalubres em Florianópolis (SC)

Denúncias de vizinhos deram início à investigação, que revelou animais vivendo em meio à sujeira extrema. Sete cães e cinco gatos foram resgatados e encaminhados para atendimento veterinário.

10 de março de 2026
Redação ANDA
4 min. de leitura
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Foto: Divulgação/PMF

Uma mulher foi presa em flagrante por maus-tratos qualificados contra cães e gatos após manter um canil clandestino em condições degradantes no bairro Campeche, em Florianópolis (SC). A ação foi realizada hoje (10/03), durante o cumprimento de um mandado de busca e apreensão realizado pela Polícia Civil, por meio da Delegacia de Proteção Animal (DPA), em conjunto com a Diretoria de Bem-Estar Animal (Dibea). No local, além de animais vivos em estado de abandono e sofrimento, agentes encontraram cinco cães mortos.

O cenário encontrado dentro da residência era de abandono e negligência. Em um dos bairros turísticos mais conhecidos da capital catarinense, cães e gatos eram mantidos em meio à sujeira, sem condições mínimas de higiene, saúde ou bem-estar. Vídeo divulgado pela Dibea mostra um gato aparece bebendo água acumulada sobre uma lona, em um ambiente tomado por lixo e umidade.

Ao todo, sete cães e cinco gatos foram resgatados durante a operação. Os animais apresentavam sinais de negligência e foram encaminhados para atendimento médico-veterinário, onde passarão por avaliação clínica, castração e microchipagem antes de serem disponibilizados para adoção responsável.

Mas o que mais chocou os agentes foi a presença de cinco cães mortos dentro da casa. Os corpos foram recolhidos e encaminhados à Polícia Científica, que irá determinar as causas das mortes.

A investigação teve início após denúncias de vizinhos, que relataram à polícia que diversos animais eram mantidos na residência em condições precárias. Segundo a Polícia Civil, havia também suspeitas de que alguns deles estariam morrendo no local.

Cerca de duas semanas antes da operação que resultou na prisão, equipes da Dibea já haviam tentado fiscalizar a residência. Na ocasião, a mulher deixou o local durante a abordagem e posteriormente apresentou apenas quatro cães para atendimento veterinário, alegando que eram os únicos sob sua responsabilidade.

A resistência da suspeita e as denúncias de mortes de animais motivaram a Polícia Civil a solicitar um mandado de busca e apreensão para investigar o que realmente acontecia dentro da casa.

Durante o cumprimento da ordem judicial, os agentes encontraram um verdadeiro canil clandestino, com diversos animais confinados em ambiente insalubre, sem cuidados básicos e expostos a sofrimento prolongado.

À polícia, a mulher alegou que os animais teriam morrido após ela deixar uma amiga responsável por cuidar deles durante o fim de semana. A justificativa, no entanto, não impediu a prisão em flagrante por maus-tratos qualificados, crime que prevê pena mais severa quando resulta na morte do animal.

Após a formalização do auto de prisão, a suspeita foi colocada à disposição da Justiça.

Enquanto isso, os animais sobreviventes agora têm a chance de recomeçar. Eles serão disponibilizados para adoção responsável como fiel depositário, modalidade em que o tutor provisório se compromete a cuidar do animal enquanto o processo judicial define a tutela definitiva.

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