EnglishEspañolPortuguês

ESCLARECIMENTOS

MP de Santa Catarina não descarta pedir exumação do cão Orelha

Promotor afirma que medida pode ser adotada para esclarecer lacunas na investigação. MP identificou inconsistências no inquérito policial

9 de fevereiro de 2026
Madu Toledo
2 min. de leitura
A-
A+
Foto: Reprodução/Redes sociais

O Ministério Público de Santa Catarina (MP-SC) não descarta solicitar a exumação do corpo do cão Orelha, morto na Praia Brava, em Florianópolis, como parte das diligências complementares que devem ser requisitadas para aprofundar as investigações do caso.

O MP-SC já havia informado que uma análise preliminar dos materiais encaminhados pela Polícia Civil apontou “inconsistências” e lacunas que precisam ser esclarecidas para uma reconstrução mais precisa dos fatos. Agora, a possibilidade de exumação foi confirmada pelo promotor de Justiça Sandro Souza, ao Fantástico.

Tanto a 10ª Promotoria de Justiça da Capital, da área da Infância e Juventude, quanto a 2ª Promotoria de Justiça da Capital, da área criminal, veem necessidade de novas diligências.

No âmbito da Infância e Juventude, a 10ª Promotoria identificou falhas no Boletim de Ocorrência em relação à possível participação dos adolescentes. A investigação tramita em sigilo, conforme determina o Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA), que proíbe qualquer divulgação que permita a identificação, direta ou indireta, de crianças ou adolescentes envolvidos.

Paralelamente, o MP-SC também apura a possível prática de coação no curso do processo e ameaça, envolvendo familiares dos adolescentes investigados e um porteiro de um condomínio da Praia Brava. Essa linha é analisada pela 2ª Promotoria de Justiça da Capital, da área criminal, responsável pelo inquérito que trata da conduta de adultos. Para esse caso, o Ministério Público avalia a ampliação e o detalhamento das apurações, inclusive para confirmar se há ou não relação entre os supostos crimes e a agressão aos animais.

A eventual exumação do corpo do cão Orelha é tratada como uma possibilidade técnica, caso seja considerada necessária para esclarecer pontos ainda obscuros da investigação. O MPSC afirma que novas medidas devem ser formalizadas nos próximos dias, após a requisição das diligências complementares à Polícia Civil.

A corporação finalizou a investigação sobre a morte de Orelha na última terça-feira (03/02). De acordo com o inquérito, ficou comprovado que o crime, ocorrido na Praia Brava, em Florianópolis, teve envolvimento de adolescentes. A polícia pediu a internação de um dos jovens e indiciou três adultos por coação a testemunha.

Fonte: Metrópoles

    Você viu?

    Ir para o topo