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CRIME GRAVE

Morte de Leôncio: MPF exige investigação da PF após indícios de crime ambiental

Laudo aponta que elefante-marinho sofreu politraumatismo por instrumento cortante no litoral de Alagoas; culpados podem responder por crime contra a fauna

8 de abril de 2026
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Elefante-marinho Leôncio. Foto: Reprodução/Biota

O Ministério Público Federal (MPF) em Alagoas requisitou à Polícia Federal, nesta semana, a abertura de um inquérito policial para investigar a morte do elefante-marinho conhecido como “Leôncio”. O animal foi encontrado morto no litoral sul do estado, dentro da Reserva Extrativista (Resex) Marinha de Jequiá da Praia.

A análise do laudo de necropsia, assinada pelo procurador da República Lucas Horta, confirmou que o animal sofreu politraumatismo grave causado por instrumento cortante, apresentando lesões sofridas enquanto ainda estava vivo, o que caracteriza ação humana direta.

A investigação foca no crime contra a fauna, previsto na Lei de Crimes Ambientais (Lei nº 9.605/98). Por ter ocorrido dentro de uma unidade de conservação federal, o caso ganha agravantes legais e atrai a competência da Justiça Federal. Embora a materialidade do crime esteja comprovada pelo exame técnico, a autoria dos ataques permanece desconhecida, motivando o pedido de diligências urgentes com prazo de 90 dias.

O procurador Lucas Horta enfatizou a gravidade do episódio e a necessidade de medidas punitivas e educativas:

“Casos como esse evidenciam a importância da proteção da fauna silvestre e do respeito às áreas de conservação. A responsabilização é parte dessa proteção, mas também é preciso reforçar a conscientização da sociedade”, comentou o procurador Lucas Horta.

O MPF busca agora identificar os responsáveis para garantir a punição rigorosa dos envolvidos. O caso, registrado sob o número 1.11.000.000524/2026-17, segue sob monitoramento das autoridades ambientais e federais.

Fonte: Alagoas 24 Horas

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