O mercado global de alimentos veganos para animais domésticos, avaliado em US$ 10,3 bilhões em 2024 deve alcançar aproximadamente US$ 19,7 bilhões até 2034, com um crescimento anual composto de 6,7%. O dado, divulgado pelo Market.us News, reflete a crescente preocupação dos tutores com o bem-estar animal, o meio ambiente e os benefícios nutricionais de dietas à base de vegetais para animais.
O relatório aponta que os alimentos veganos “convencionais” representam 63,2% do mercado, enquanto as versões secas dominam 56,2% das vendas. Os supermercados são o principal canal de distribuição, respondendo por 48,2% do total, indicando que os consumidores priorizam produtos acessíveis e amplamente disponíveis.
Os cães são os maiores consumidores de alimentos veganos para pets, representando 72,3% do mercado. A aceitação desse tipo de dieta para caninos vem aumentando, especialmente após a British Veterinary Association (BVA) ter revogado, no ano passado, sua oposição histórica a dietas sem carne para animais.
“É louvável que a BVA tenha encerrado sua resistência não científica a dietas veganas nutricionalmente balanceadas para cães”, afirmou Andrew Knight, professor de Bem-Estar Animal. “Agora, esperamos que associações veterinárias internacionais sigam o mesmo caminho.”
Embora menos comum, a alimentação vegana para gatos — carnívoros por natureza — também avança. Em 2024, a marca Wild Earth lançou o “Unicorn Pate”, sua primeira opção úmida e nutricionalmente completa para felinos, enriquecida com taurina e outros nutrientes essenciais. No mesmo ano, as empresas Omni e Meatly anunciaram a primeira comida para gatos feita com carne cultivada, marcando um avanço no setor.
A produção de alimentos convencionais para pets está intrinsicamente ligada à indústria da carne, contribuindo com até 30% do impacto ambiental do setor, incluindo emissões de gases de efeito estufa. A adoção de alternativas veganas ou cultivadas surge como uma solução para reduzir danos ecológicos e crueldade animal.
Com a demanda em alta e a inovação em expansão, o futuro da nutrição pet parece caminhar para opções mais sustentáveis e éticas.