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EVENTO CRUEL

Mais uma tourada resulta em tragédia após touro explorado reagir a toureiro em Portugal

Enquanto a sociedade continuar apoiando as touradas, os envolvidos continuarão condenados a mortes evitáveis.

29 de agosto de 2025
Redação ANDA
2 min. de leitura
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Foto: Instagram

Uma tragédia previsível e evitável aconteceu na arena do Campo Pequeno, em Lisboa, Portugal, resultando na morte de um homem e mostrando, mais uma vez, a crueldade inerente às touradas. O incidente, que vitimou o toureiro Manuel Maria Trindade, de 22 anos, é uma das consequências de se torturar um animal para entretenimento.

O touro de 700 quilos foi a verdadeira vítima do evento. Imerso em um ambiente de estresse, barulho e agressão, o animal reagiu exatamente como qualquer ser vivo faria ao ser encurralado e ameaçado: defendeu-se.

Vídeos do incidente mostram claramente o jovem Trindade correndo em direção ao touro com o único propósito de provocá-lo e incitar um ataque. A reação do animal não foi de “fúria”, mas um ato de autopreservação diante de uma situação aterradora e hostil.

O touro, comumente culpado pela sociedade nesses casos, não entrou na arena por vontade própria, foi forçado a estar lá, submetido a uma prática que explora seu instinto natural de sobrevivência para espetáculo. Ele estava apenas se defendendo de uma agressão incessante.

A tragédia foi ampliada com a morte de um espectador, o cirurgião Vasco Morais Batista, de 73 anos, que sofreu um infarto fulminante ao testemunhar a violência.

Embora a tourada portuguesa, devido a uma lei de 1836, poupe a vida do touro na arena, isso não absolve a crueldade do ato. O animal é submetido a um enorme estresse físico e psicológico, perseguido, provocado e ferido antes de ser poupado, carregando consigo o trauma da experiência.

A nossa compaixão deve estender-se a todas as vítimas desta tragédia, incluindo o touro, que merece viver uma vida livre de sofrimento e exploração. O fim das touradas é necessário para evoluirmos como sociedade.

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