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Mais de 500 animais domésticos estão em abrigo no Parque de Exposições por conta de enchente no Acre

Ambiente foi montado em local onde também estão abrigadas famílias afetadas pelas águas do Rio Acre. Manancial marcou 17,72 metros às 15h desse domingo (2) e já atinge mais de 69 mil pessoas.

3 de abril de 2023
3 min. de leitura
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Foto: Reprodução

Mais de 69 mil pessoas foram atingidas pela enchente no Acre. Contudo, há um grupo em específico que, apesar de não entrar na estimativa, também merece atenção: os animais.

Durante a enxurrada dos igarapés e da cheia do Rio Acre, famílias tiveram que sair de suas casas rapidamente, tirando tudo que fosse mais importante e essencial. Muitas destas tutelam animais domésticos e não tem onde deixá-los. Alguns, inclusive, perderam seus tutores diante do cenário que assola o estado.

De acordo com a Defesa Civil Municipal, são 945 famílias com cerca de 3.041 pessoas desabrigadas.

Para que eles não fiquem perdidos no meio das áreas alagadas, cachorros e gatos são encaminhados para o abrigo de animais, localizado no Parque de Exposições Wildy Viana, na capital acreana. Já são mais de 500 animais, entre cães e gatos, resgatados.

De acordo com o gerente do Departamento de Zoonoses de Rio Branco, Herbert Teixeira, os animais são recebidos através de um cadastro feito pelos tutores.

“O tutor do animal ou o responsável chega aqui ou em algum abrigo que está recebendo as famílias, e é feito uma ficha de cadastro, onde vai conter os dados do guardião e do animal para, posteriormente, ser feito a retirada. Eles são alimentados duas vezes ao dia é monitorados 24h. Temos o cuidado veterinário, também é feita a limpeza, diariamente”, falou.

Doações

O local foi adaptado para receber os animais: ‘gatils’ para os gatos, e alojamentos para os cachorros. Eles são identificados, alimentados e recebem acompanhamento. Se a família tiver mais de um animal e que convivam bem, eles podem ficar juntos.

Teixeira frisa, portanto, que o local não recebe animais de rua e que há a necessidade de doações para que não corra risco de faltar ração e demais itens. Os que, porventura, foram abandonados e se encontram no abrigo, serão disponibilizados para adoção.

“E a gente precisa (de doações) porque a manutenção desses animais aqui vai demorar alguns dias ainda. Hoje nós precisamos de ração, de comedor ou bebedouro. Estamos recebendo a ração e o comedor, alguns medicamentos também que estamos solicitando. Graças a Deus existe uma mobilização positiva para a causa animal. Houve um momento que acabou chegando para nós aqui de alguns animais que estavam em situação de rua e hoje, estão aqui disponíveis para adoção. Inclusive, a gente faz esse apelo pra quem quiser ter um cachorrinho ou um gatinho, que venha aqui nos procurar porque tem um mais bonitinho que o outro”, salientou.

Enchente no Acre

O rio passou da cota de transbordo na quinta-feira (23) em Rio Branco. Já são 10 dias que está acima da marca de 14 metros.

São cerca de 945 famílias com 3.041 pessoas desabrigadas na capital acreana. Ainda segundo a Defesa Civil de Rio Branco, 3.386 famílias com, aproximadamente, 11.174 pessoas estão desalojadas por conta da enchente, ou seja, foram levadas para casas de parentes ou amigos.

A enchente, que já atinge mais de 69 mil pessoas, é a maior dos últimos oito anos e já entra nas cinco maiores da história, desde quando o rio começou a ser monitorado, em 1971.

Subiu para 41 o número de bairros da zona urbana de Rio Branco atingidos pela enchente do Rio Acre. Além disso, 27 comunidades rurais estão atingidas, com 6,5 mil pessoas de mais de 1,6 mil famílias.

No sábado (1), o prefeito Tião Bocalom e equipe da Defesa Civil do município percorreu de barco alguns dos bairros atingidos pela enchente do Rio Acre para verificar a situação das famílias. Ele comentou ainda que a prefeitura destinou, até agora, R$20 milhões para o atendimento às famílias atingidas.

Foto: Cassius Afonso/Rede Amazônica

Fonte: G1 

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