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PLÁSTICOS

Mais de 480 kg de lixo são retirados da Baía de Guanabara em mobilização com quase 400 voluntários

Ação simultânea em cinco cidades mostram descarte irregular em ecossistema pressionado

26 de março de 2026
Nilson Cortinhas
3 min. de leitura
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Foto: Wesley Sabino/CleanUp Bay

Um dos ecossistemas costeiros mais pressionados do país, a Baía da Guanabara voltou a expor a dimensão do problema do lixo descartado irregularmente. Em apenas algumas horas, uma mobilização reuniu 394 voluntários e retirou mais de 482 quilos de resíduos do ambiente, durante a quinta edição do CleanUp Bay, realizada em 21 de março, em alusão ao Dia Mundial da Água.

A ação ocorreu simultaneamente em cinco municípios do Rio de Janeiro, São Gonçalo, Niterói, Tanguá, Rio de Janeiro e Magé, e combinou coleta e triagem de resíduos, com projetos socioambientais, poder público e sociedade civil.

Pressão

Plásticos voltaram a aparecer como o principal tipo de resíduo encontrado. Também há cigarros.

“A nossa atividade não é apenas sobre coletar lixo ou sobre ele estar na praia, mas para refletirmos sobre a complexidade e o impacto da poluição em relação à perda da biodiversidade e sobre o nosso próprio bem-estar humano”, afirmou a gerente de Projetos Ambientais da Responsabilidade Social da Petrobras, Gregório Araújo.

Apesar da pressão estabelecida, a Baía de Guanabara é a fonte de sustento para comunidades locais, com pescadores e catadores de caranguejo. “A Baía de Guanabara está viva e muito produtiva”, destacou a bióloga Janaína Oliveira, coordenadora do Projeto UÇÁ.

Mobilização

O CleanUp Bay já retirou mais de 3,7 toneladas de resíduos em ações de curta duração, com a participação de mais de 1.300 voluntários. A iniciativa integra a Rede de Conservação Águas da Guanabara, que reúne projetos voltados à conservação marinha e à promoção de práticas sustentáveis, com apoio do Programa Petrobras Socioambiental.

O impacto da ação vai além da retirada imediata de resíduos e se estabelece na transformação de hábitos. “A ação na Praia Vermelha reuniu mais de 200 pessoas que puderam refletir sobre o quanto estamos consumindo em excesso e descartando os resíduos de maneira errada”, afirmou a coordenadora do Projeto Cavalos-Marinhos, Natalie Freret-Meurer.

Fonte: Um só Planeta

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