Um dos ecossistemas costeiros mais pressionados do país, a Baía da Guanabara voltou a expor a dimensão do problema do lixo descartado irregularmente. Em apenas algumas horas, uma mobilização reuniu 394 voluntários e retirou mais de 482 quilos de resíduos do ambiente, durante a quinta edição do CleanUp Bay, realizada em 21 de março, em alusão ao Dia Mundial da Água.
A ação ocorreu simultaneamente em cinco municípios do Rio de Janeiro, São Gonçalo, Niterói, Tanguá, Rio de Janeiro e Magé, e combinou coleta e triagem de resíduos, com projetos socioambientais, poder público e sociedade civil.
Pressão
Plásticos voltaram a aparecer como o principal tipo de resíduo encontrado. Também há cigarros.
“A nossa atividade não é apenas sobre coletar lixo ou sobre ele estar na praia, mas para refletirmos sobre a complexidade e o impacto da poluição em relação à perda da biodiversidade e sobre o nosso próprio bem-estar humano”, afirmou a gerente de Projetos Ambientais da Responsabilidade Social da Petrobras, Gregório Araújo.
Apesar da pressão estabelecida, a Baía de Guanabara é a fonte de sustento para comunidades locais, com pescadores e catadores de caranguejo. “A Baía de Guanabara está viva e muito produtiva”, destacou a bióloga Janaína Oliveira, coordenadora do Projeto UÇÁ.