O número de pinguins-de-Magalhães encontrados mortos nas praias de Florianópolis neste outono já ultrapassou a casa dos 300. Até esta sexta-feira (12/06), a Associação R3 Animal, responsável pelo Projeto de Monitoramento de Praias da Bacia de Santos (PMP-BS) na capital, já havia registrado 315 casos.
O ápice das ocorrências aconteceu na última quarta-feira (10/06), quando as equipes localizaram 69 pinguins sem vida em um período de 24 horas, representando o maior número do ano até agora. A Praia do Moçambique concentrou o maior volume, com 21 animais mortos. No mesmo dia, cinco pinguins foram resgatados com vida.
Migração longa e exaustão explicam cenário de mortes de pinguins em Florianópolis
Apesar dos números expressivos, a R3 Animal esclarece que a situação é considerada esperada para a época. Com a chegada do frio, os pinguins iniciam seu ciclo migratório em direção à costa brasileira em uma extensa viagem em busca de alimento, o que resulta em um desgaste físico extremo.
“Esses animais partem do Sul do hemisfério, principalmente da Patagônia Argentina, em busca de alimentos em alto-mar, e muitos indivíduos jovens e inexperientes chegam às nossas praias exaustos, caquéticos e hipotérmicos. Infelizmente, muitos não resistem à exaustiva jornada e o registro de mortos acaba sendo alto”, explica a técnica de monitoramento Mariê Loro.
A tendência é que o volume de registros aumente com a chegada oficial do inverno e comece a diminuir apenas em setembro, quando as aves iniciam o retorno às suas colônias reprodutivas.
Saiba quando intervir ao avistar um pinguim na praia
Nem todo pinguim avistado no mar precisa de ajuda, já que muitos estão apenas se alimentando ou descansando na água. O resgate especializado só é acionado quando o animal encalha na faixa de areia.
Desde o início da temporada, em 19 de maio, a associação já socorreu 44 pinguins vivos. Eles são encaminhados ao centro de reabilitação da entidade e, após recuperados, são devolvidos ao habitat natural.
O que fazer ao encontrar um pinguim na praia?
Caso aviste um pinguim na areia, a principal recomendação é manter a distância e não intervir diretamente. Siga os protocolos de segurança:
- Não devolva o pinguim ao mar;
- Não coloque o animal em contato com gelo ou caixas térmicas;
- Não tente alimentá-lo ou dar água;
- Não manuseie nem faça carinho;
- Afaste cães e outros animais domésticos do local;
- Ligue imediatamente para a equipe de resgate pelos telefones (48) 3018-2316 ou 0800 642 3341 (atendimento diário, das 7h às 17h).
Fonte: ND Mais