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SOFRIMENTO E MORTE

Mais de 30 mil macacos: população de pequena cidade nos EUA se revolta contra construção de fazenda para testes científicos em animais

17 de fevereiro de 2024
2 min. de leitura
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Foto: We Animals Media

Os moradores de Bainbridge, uma cidade tranquila da Georgia, nos Estados Unidos, passam por momentos de revolta devido aos planos de estabelecer uma fazenda de reprodução de macacos no valor de US$ 400 milhões no local. A proposta envolve abrigar cerca de 30 mil macacos de cauda longa destinados a testes em animais. Número é o dobro do registrado de habitantes humanos de Bainbridge.

Apresentada no início deste mês, a proposta da farmacêutica Safer Human Medicine despertou indignação e protestos diversos entre os 14 mil habitantes do lugar, que se sentem perturbados pela ideia de uma instalação destinada a abrigar macacos usados em experimentos médicos.

Outra preocupação de Brainbridge é o impacto ambiental que a fazenda pode gerar nos rios, lagos e águas que chegam até o Golfo do México; além da desvalorização de residências próximas ao local. Apesar disso, as obras seguem em andamento.

A empreitada foi aprovada em dezembro do ano passado pelos políticos do condado, junto de incentivos fiscais para o estabelecimento da instalação na cidade, sob alegação de novos empregos e investimentos locais.

Foto: Alicia Devine / USA Today

No entanto, desde que o negócio foi anunciado, um grupo de corretores imobiliários relatou ter fracassado com diversos potenciais compradores que desistiram de morar na cidade após descobrirem sobre a fazenda de macacos.

“Pelo menos quatro contratos residenciais foram cancelados na semana passada quando descobriram sobre a instalação dos macacos. Eles estão esperando para ver o que acontece”, disse a corretora Elise Boyd à ABC.

A Safer Human Medicine, por sua vez, insiste que suas instalações serão adequadas aos primatas. Eles divulgaram artes que pretendem ilustrar como poderão ficar as jaulas dos animais.

“Os animais serão alojados em grupos para que possam interagir e brincar uns com os outros”, segundo a carta aberta da empresa.

Fonte: O Globo 

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