A Convenção sobre o Comércio Internacional das Espécies da Fauna e da Flora Silvestres Ameaçadas de Extinção (CITES) aprovou a proibição total do comércio internacional da manta-raia, do tubarão-baleia e do tubarão-oceânico de pontas brancas. A decisão, considerada histórica, foi respaldada por mais de 170 países e marca uma mudança significativa na proteção da vida marinha.
A medida foi adotada diante do avanço acelerado da degradação dos oceanos e da queda acentuada das populações dessas espécies, pressionadas pela pesca industrial, pela captura acidental e pelo comércio ilegal. Cientistas e ambientalistas alertam que o ritmo de exploração vinha colocando esses animais em risco real de colapso populacional.
Com a nova deliberação, manta-raias e tubarões-baleia passam a integrar o Apêndice I da CITES, que garante o nível máximo de proteção e veta qualquer forma de comércio internacional. Após uma votação decisiva, o tubarão-oceânico de pontas brancas também recebeu o mesmo status. Outras espécies marinhas, como peixe-guitarra, cação e quelvacho, tiveram as cotas de exportação reduzidas a zero, o que, na prática, interrompe sua exploração comercial.
Especialistas destacam que esses animais exercem funções centrais no equilíbrio dos ecossistemas marinhos. A perda de grandes espécies reguladoras pode provocar efeitos em cadeia, comprometendo a biodiversidade e a saúde dos oceanos.
A conferência também ampliou a proteção a espécies terrestres ameaçadas, como a palma chilena, reforçando a compreensão de que a crise ambiental é global e interligada. Para organizações de defesa animal e ambiental, a decisão envia um alerta claro sobre a urgência de conter a exploração predatória antes que danos irreversíveis se consolidem.