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TRAUMATIZADOS

Libertados de fazenda de bile, 27 ursos pisam na terra e sentem a natureza pela primeira vez após uma vida de dor

Após serem submetidos a inúmeros procedimentos invasivos e confinamento, os ursos agora passam por quarentena e cuidados especializados em um santuário.

26 de maio de 2026
Redação ANDA
3 min. de leitura
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Foto: Reprodução

Um complexo utilizado para a extração ilegal de bile foi desmantelado em Laos, no Sudeste Asiático, durante uma operação liderada pela Free the Bears, culminando no resgate de 27 ursos submetidos a uma rotina prolongada de dor, privação e terror psicológico.

Ao chegar ao local, as equipes encontraram um cenário devastador. Além dos animais aprisionados em compartimentos minúsculos, a estrutura possuía dezenas de gaiolas vazias preparadas para ampliar a atividade criminosa e encarcerar até 200 indivíduos. Para os ativistas envolvidos na ação, a descoberta mostra a dimensão de uma indústria marcada por crueldade sistemática.

Retirados da natureza ainda filhotes para abastecer o tráfico internacional, os ursos explorados pela indústria da bile passam a vida submetidos a mutilações recorrentes. O fluido retirado da vesícula biliar é obtido por métodos dolorosos, capazes de provocar infecções severas, lesões permanentes, sofrimento crônico e colapso emocional.

Muitos dos animais resgatados apresentavam sinais profundos de trauma após anos vivendo sem liberdade, luz natural ou qualquer possibilidade de comportamento instintivo. Veterinários e tratadores precisaram conduzir cada etapa da remoção com cautela para evitar ceises de pânico. Em diversos momentos, alimentos foram utilizados para encorajar os ursos a deixar as jaulas onde permaneceram confinados por tanto tempo.

Segundo a organização, o fechamento da instalação representa também a interrupção de futuras capturas na natureza, impedindo que centenas de outros animais fossem arrancados de seus habitats para alimentar o comércio de bile.

A força-tarefa reuniu autoridades locais, profissionais da medicina veterinária, equipes de logística, especialistas em manejo, trabalhadores da construção civil e parceiros governamentais mobilizados para garantir a transferência segura dos sobreviventes até o santuário.

Agora sob monitoramento intensivo, os ursos iniciam um lento processo de recuperação física e emocional. A ONG alerta que o espaço opera próximo do limite e necessita de expansão urgente para continuar acolhendo vítimas resgatadas dessa cadeia brutal de exploração animal.

 

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