A morte do cão comunitário Orelha, vítima de violência extrema na Praia Brava, em Florianópolis (SC), segue provocando reações em diferentes esferas da sociedade. Desta vez, o caso ganhou destaque no campo artístico após uma manifestação do muralista brasileiro Eduardo Kobra, conhecido internacionalmente por obras que abordam temas sociais e humanitários.
Em publicação nas redes sociais, Kobra compartilhou uma ilustração em homenagem a Orelha e escreveu uma mensagem de repúdio à violência cometida contra o animal. No texto, o artista ressaltou o simbolismo do nome do cão ao afirmar que “ele se chamava Orelha e ninguém o ouviu”, associando o crime ao silêncio social diante dos maus-tratos contra animais.
A imagem, marcada pelo estilo característico de Kobra rapidamente se espalhou pelas redes, sendo compartilhada por defensores da causa animal, ativistas e internautas que acompanham o caso. A homenagem ampliou ainda mais a visibilidade do episódio, que já vem sendo denunciado por meio de vídeos e registros que circularam amplamente na internet.
O caso de Orelha ganhou repercussão nacional e internacional. Neste domingo (01/02), foram realizados protestos em diferentes cidades do país, incluindo um grande ato na Avenida Paulista, em São Paulo.
A manifestação de Kobra se soma a uma série de reações que transformaram a morte de Orelha em um símbolo da luta contra os maus-tratos a animais no Brasil. Ao utilizar a arte como forma de denúncia, o artista contribui para manter o tema em debate e reforça a importância de não naturalizar a violência, especialmente quando ela é registrada, compartilhada e, muitas vezes, banalizada em vídeos nas redes sociais.
A repercussão artística e cultural do caso ajuda a pressionar por responsabilização dos envolvidos e por políticas públicas mais eficazes de proteção aos animais. A imagem de Orelha, agora eternizada também pela arte, passa a representar não apenas uma vítima, mas um alerta sobre a urgência de combater a crueldade e a impunidade.
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