A operação deflagrada pela Polícia Civil na manhã desta segunda-feira (26/01) em Florianópolis (SC) coloca luz sobre um crime brutal que chocou o Brasil e mostrou a face mais crua da violência contra animais.
Três mandados de busca e apreensão foram cumpridos contra investigados pela covarde agressão que resultou na morte do cão comunitário Orelha, de cerca de 10 anos, além da apuração de uma tentativa de coação de testemunha.
O foco da ação é reunir provas e romper qualquer tentativa de silenciamento em torno de um caso de extrema gravidade.
As investigações apontam o envolvimento de quatro adolescentes em um ataque deliberado e covarde contra um animal amado e protegido pela comunidade local. Segundo informações publicadas pelo site Pragmatismo Político, um dos suspeitos teria embarcado para a Disney no dia seguinte ao assassinato.
A operação ganha peso diante da suspeita de que o mesmo grupo tenha tentado matar outro cão comunitário, levando-o ao mar. A repetição do comportamento comprova um padrão que não pode ser tratado como impulso. Maus-tratos a animais são crime e representam um sinal de alerta social que exige resposta firme do Estado.
Ao avançar com buscas, apreensões e novas linhas de apuração, a Polícia Civil assume um papel central na responsabilização dos envolvidos. A ação também responde à mobilização de moradores, protetores e da sociedade brasileira que exigem justiça e respeito à vida animal. O desfecho dessa investigação será um marco para definir se a violência contra animais continuará sendo tolerada ou enfrentada com o rigor que a lei impõe.
Orelha viveu por anos integrado ao bairro, alimentado diariamente e reconhecido como parte do cotidiano da Praia Brava. Sua morte, após ser encontrado agonizando com ferimentos graves, foi consequência direta de violência sem limite.
A Praia Brava tem três casinhas destinadas aos cães que se tornaram amados na região. Orelha era um deles.