O influenciador e criador de conteúdo Felipe Castanhari utilizou suas redes sociais para relatar um trágico incidente que resultou na morte de seu gato, Jackson, ocorrida há três meses. Em um vídeo marcado pelo tom emocional, Castanhari fez um alerta contundente a outros tutores de animais domésticos sobre os riscos negligenciados em processos de dedetização residencial.
O problema teve início quando o influenciador, preocupado com a segurança de seus três gatos após encontrar uma aranha no imóvel, contratou uma empresa especializada para realizar o serviço de eliminação de insetos nas áreas interna e externa da casa.
Segundo o relato, o influenciador questionou explicitamente os profissionais sobre a segurança dos felinos durante o procedimento. A recomendação recebida foi de que os animais fossem isolados em um cômodo não dedetizado e liberados para circular pela casa apenas três horas após o término do serviço.
Por precaução, Castanhari optou por aguardar cinco horas antes de permitir o acesso dos gatos aos ambientes tratados. No entanto, no dia seguinte, Jackson passou a apresentar sinais graves de agitação, tremores nas orelhas e lambedura excessiva, o que levou o tutor a buscar ajuda veterinária urgente, onde foi confirmado o diagnóstico de envenenamento.
Ao investigar o ocorrido, Castanhari descobriu que o produto utilizado na dedetização continha bifentrina. Em pesquisas posteriores, ele constatou que o tempo mínimo recomendado para o afastamento de animais em contato com essa substância é de 24 horas, sendo o ideal um período de dois a três dias, especialmente para gatos, que possuem o hábito de se esfregar em superfícies e lamber a própria pelagem.
O influenciador demonstrou indignação ao sugerir que a empresa omitiu o prazo correto de segurança para não perder o serviço, já que ele dificilmente teria realizado a dedetização caso soubesse que precisaria remover os gatos de casa por vários dias.
O incidente afetou todos os animais da residência. Enquanto Jackson não resistiu ao estresse e à debilidade causados pela intoxicação, sofrendo uma parada respiratória após dois dias de internação, os outros dois gatos, Michael e a mãe, conseguiram sobreviver após períodos críticos no hospital veterinário.
No retorno para casa, os sobreviventes enfrentaram dificuldades para se alimentar e hidratar, além de demonstrarem estranhamento pela ausência de Jackson. Castanhari encerrou seu desabafo denunciando o descaso da empresa contratada, que interrompeu o contato após ser informada sobre o óbito do animal, e pediu que o vídeo fosse compartilhado para evitar que outras famílias passem pelo mesmo trauma.
Fonte: Rádio Itatiaia